Plano conduzido junto com a consultoria AT Kearney aponta duas maneiras que poderiam aumentar adoção da modalidade
O modelo de pagamento pelo celular ( m-payment) é discutido há alguns anos, mas até agora os bancos ainda não chegaram a um modelo que promovesse a massificação do serviço. Os obstáculos vão desde o custo com telecomunicações e falta de interface amigável à necessidade real do sistema. Ou seja, se o usuário não enxergar valor, ele não fará uso.
Em um painel marcado por discussões maduras sobre o tema, durante a 20ª edição do Ciab, Silvana Machado, da AT Kearney, apresentou duas propostas de m-payment desenvolvidas pela Febraban para o mercado brasileiro. Os modelos – cartão habilitado pelo celular e a carteira eletrônica -, segundo ela, podem coexistir.
O cartão habilitado pelo telefone celular substitui o plástico nos pagamentos. “O grande apelo é a conveniência”, explicou. Mais complexa, a carteira eletrônica propõe a substituição dos pagamentos entre consumidores e estabelecimentos comerciais e a transferência entre pessoas. “Funciona por meio de carregamento de um valor e pode ser usado para pagamentos e transferências entre usuários da carteira eletrônica e também para celulares não-vinculados.”
Esse modelo, no entanto, requer a atuação de diversos players, além dos bancos: adquirente, estabelecimento comercial e operadora, que precisa segmentar a rede de telefonia.
Os próximos passos, de acordo com Silvana, são a definição de padrões mínimos de tecnologia e usabilidade para garantir a interoperabilidade e uma elevada adoção, além de escala e massa crítica.
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