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Alexandre Fialho
Anna Flavia Ribeiro
Carla Tieppo
Carol Rojo
Filosofia da TecnologIA
Instituto Itaqui
mario sergio cortella
Noele Gomes
Pedro Cortella
Ricardo Carvalho
Sandro Paulino de Faria

Inteligência artificial, filosofias do Vale do Silício e brasilidades provocam executivos durante Filosofia da Tecnologia

Imersos na Mata Atlântica e rodeados por diferentes pensadores, na última semana, diversos executivos de tecnologia foram convidados a refletir sobre suas práticas e o futuro do setor. A inteligência artificial (IA) no cotidiano, o espaço dos algoritmos, a valorização das tecnologias brasileiras e a ética que rege os negócios foram apenas algumas das provocações […]

Publicado: 15/03/2026 às 07:06
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5 minutos
A imagem está dividida em quatro seções verticais, mostrando quatro pessoas diferentes em um ambiente de evento ou apresentação. A primeira pessoa, à esquerda, veste uma camisa branca e um crachá pendurado no pescoço, com fundo de parede texturizada. A segunda pessoa segura um microfone e veste uma camisa clara, com um fundo que parece ser uma tela de apresentação. A terceira pessoa usa uma blusa estampada de manga longa e colares, com um fundo que inclui uma imagem colorida emoldurada. A quarta pessoa, à direita, também segura um microfone e veste uma camisa com padrão geométrico, com um fundo semelhante ao da primeira seção. (filosofia)
Construção civil — Foto: Reprodução

Imersos na Mata Atlântica e rodeados por diferentes pensadores, na última semana, diversos executivos de tecnologia foram convidados a refletir sobre suas práticas e o futuro do setor. A inteligência artificial (IA) no cotidiano, o espaço dos algoritmos, a valorização das tecnologias brasileiras e a ética que rege os negócios foram apenas algumas das provocações trazidas durante o evento Filosofia da Tecnologia, realizado pelo Instituto Itaqui nos dias 16, 17 e 18 de outubro.

Para trazer todo esse conhecimento à tona, além da palestra de abertura ministrada pelo professor, palestrante e filósofo Mario Sérgio Cortella, o programa contou com uma diversidade de pensadores das mais variadas áreas.

A começar pelo biólogo e diretor-executivo do Centro de Pesquisas Itaqui, professor Sandro Paulino de Faria, que, na manhã de sexta-feira (17), falou sobre os efeitos da inteligência artificial no cérebro humano. Segundo Faria, não é apenas a IA que tem provocado mudanças em nosso intelecto.

Ao longo da evolução humana, todas as tecnologias já utilizadas trouxeram transformações na forma e no tamanho do cérebro. No entanto, esta é a primeira vez que uma ferramenta causa o desligamento de algumas funções em um período tão curto de tempo. “Nós evoluímos a partir da economia de energia, então, conforme o cérebro vai se acostumando a delegar funções à IA, ele vai desligando algumas funcionalidades”, explicou o pesquisador.

Diante disso, habilidades importantes, como a memória e a correlação entre conhecimentos, têm se mostrado prejudicadas. A realidade, apesar de preocupante, não é um alerta para deixar de utilizar a inteligência artificial, ressaltou Faria, mas sim um convite para que ela seja usada da melhor forma possível. Como exemplo, o diretor-executivo citou o auxílio da IA no monitoramento de espécies da Mata Atlântica.

Conexões brasileiras

O recado de Sandro foi reforçado logo em seguida por Ricardo Carvalho. Em sua palestra “A Filosofia da TecnoBrasilidade”, o professor, pesquisador e consultor em gestão, cultura organizacional e liderança abordou a importância de voltarmos a valorizar a cultura brasileira e a capacidade de interpretar os símbolos do mundo.

Resgatando a história do país durante sua fala, o professor destacou a naturalidade do povo brasileiro para lidar com conceitos como ambidestria, diversidade e criatividade. Segundo Carvalho, em tempos de IA, o Brasil possui o que é necessário para estar à frente das transformações — desde que aprenda a valorizar sua própria cultura.

Leia mais: “Se a tecnologia for privilegiadora em vez de partilhadora, o futuro vai dar certo, mas qual o legado?”, provoca Cortella

O ChatGPT disse:

Para isso, é necessário reconstruir a arte enquanto técnica e valorizar mais o uso da criatividade do brasileiro dentro das empresas. “Estamos vendo um monte de gente falando de soft skills agora, e é isso – essa criatividade ganhando destaque sobre as competências técnicas.”

Um novo mundo

Ainda na sexta-feira, os executivos foram convidados pelo futurista e CEO da Saber Ampliado, Pedro Cortella, a adentrar o espaço dos algoritmos e refletir sobre o impacto das redes sociais no cotidiano. Ao fazer uma retrospectiva dos últimos anos da humanidade, o pesquisador analisou a aceleração e as transformações trazidas pela chegada dos algoritmos.

De acordo com Cortella, apesar de todas as vantagens, a polarização, as bolhas sociais e a perda de foco são grandes desafios que surgiram junto às redes. Enquanto empreendedor na área da educação, o executivo lembrou que é a diversidade que impulsiona o crescimento. “Precisamos lembrar que as redes criam bolhas, mas a diversidade é essencial para o nosso desenvolvimento. Estar atento a isso é se adaptar para ampliar o nosso aprendizado.”

Em sua fala, o pesquisador destacou ainda que todos aqueles que acreditam ter alguma autonomia sobre essas operações estão se iludindo e que, em vez de tentar controlar os resultados das redes, é preciso “aprender a desaprender” e se adaptar ao futuro.

Do Vale do Silício à Muralha da China

No entanto, diante de um mundo cada vez mais polarizado e complexo, para chegar bem preparado ao futuro é preciso compreender o passado. Essa foi a proposta da filósofa e head de Experiência e Growth da Rocktebase Venture, Anna Flávia Ribeiro. Em seu painel “As Filosofias do Vale do Silício”, ela voltou no tempo, traçando um mapa histórico do conhecimento e conduzindo a plateia a reflexões sobre a formação dos polos de tecnologia e poder, além das éticas que os sustentam.

De forma prática, a executiva apresentou uma análise crítica do Vale do Silício e de seus modelos de inovação baseados no estoicismo, abordando também o reflexo dessas práticas nas empresas. Ao comparar modelos ocidentais e orientais — especialmente os chineses —, Anna ressaltou a importância de não enaltecer um sistema em detrimento do outro. “Nós chegamos nessa bagunça porque colocamos o modelo americano em um pedestal. Não podemos cometer o mesmo erro com os chineses”, enfatizou.

Apenas o começo

O evento contou ainda com debates conduzidos pela neurocientista e CEO da Ilumne Consultoria, Carla Tieppo; pela CEO da Colmeia Educação e Negócios e mentora especializada em liderança consciente, Noéle Gomes; pela sócia do IEPY e professora de Yamas, Niyamas e Mantras, Carol Rojo; além de Alexandre Fialho, empresário, consultor, professor e fundador da Despertare Academy.

Ao todo, foram mais de dez conteúdos e imersões apresentados, todos com o objetivo de inspirar e promover reflexões sobre o futuro da tecnologia no Brasil e no mundo. Mas esta foi apenas a primeira turma. O próximo Filosofia da Tecnologia já tem data marcada e acontecerá entre os dias 21 e 23 de maio de 2026. Para saber mais, acesse o site.

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