No médio prazo, a oferta de serviços para a terceira geração de telefonia móvel deve contribuir para introdução de novas fontes de receita
Em relatório setorial, a agência de risco Fitch Ratings prevê que a conclusão do leilão para a terceira geração de telefonia móvel no Brasil não trará “impactos materiais para a qualidade do crédito do setor local”, ou seja, não terá impacto na capacidade das operadoras de se financiarem através do mercado financeiro.
Segundo análise da agência, no médio a longo prazo, a oferta do serviço contribuirá para a geração de novas fontes de ou manutenção de receita média por usuário, o que acabará por incrementar a liquidez do setor.
Em relação aos pagamentos das operações concedidas, a Fitch observa que a TIM Participações e a Claro provavelmente serão as empresas com mais chances de financiar os seus passivos, devido à atual baixa liquidez de ambas as companhias. As demais empresas dispõem de liquidez suficiente para pagar à vista, ou financiar com nova dívida, afirma o relatório.
Pelas regras do leilão, a empresa contemplada deve pagar 10% na concessão da licença e, após uma carência de três anos, o restante em seis prestações anuais de 15% do valor original. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) conseguiu quase R$ 6 bilhões no processo realizado entre 18 e 20 de dezembro de 2007.
Leia o espercial do ITWeb sobre o leilão da 3G.