Lá pelos idos de 2002 eu comecei a escrever em revistas sobre fontes de “potência real” para de alguma forma motivar os consumidores, e consequentemente os fornecedores, a buscarem fontes de melhor qualidade para os PCs uma vez que a escalada de consumo elétrico havia começado e não dava sinais que iria parar tão cedo. […]
Lá pelos idos de 2002 eu comecei a escrever em revistas sobre fontes de “potência real” para de alguma forma motivar os consumidores, e consequentemente os fornecedores, a buscarem fontes de melhor qualidade para os PCs uma vez que a escalada de consumo elétrico havia começado e não dava sinais que iria parar tão cedo. As placas de vídeo naquela época já estavam consumindo “absurdos” 50W (Voodoo 5) e os processadores em overclock já haviam rompido a barreira dos 70W, requerendo coolers mais eficientes, inclusive sistemas de refrigeração líquida.
As fontes ATX vendidas no Brasil eram “de graça”, ou seja, vinham junto com os gabinetes e raramente eram vendidas avulsas como uma alternativa de maior performance. Como explicar que uma fonte de “potência real” de 300 watts era infinitamente superior a uma genérica de até 500 watts que vinha “de graça” no gabinete?

E foi assim que surgiram as Thermaltake, TTGI, Antec, Enermax e tantas outras em nosso incipiente mercado, algumas vendidas a preços irreais, coisa de 1000 reais ou mais, por serem artigos de luxo e raríssimos naquela época. O tempo passou, marcas vieram e foram embora, mas o objetivo foi atingido: hoje a maioria dos consumidores sabe da importância de ter uma fonte de boa potência e o mercado brasileiro oferece inúmeras opções de boa qualidade e bom preço.

Hoje, mesmo levando-se em consideração a progressiva redução de consumo dos processadores, que atingiram em seu ápice mais de 130 watts, ainda temos um vilão consumindo agressivamente muita energia elétrica: as placas de vídeo! Alguns modelos consomem mais do que as próprias CPUs que as “empurram” e as fontes ATX mais uma vez se tornaram críticas para manter um sistema estável e funcional. O mercado brasileiro tem diversas ofertas de boa qualidade e bons preços, embora em alguns casos a qualidade do produto tenha variado muito de acordo com o lote de importação, o que torna muito difícil afirmar que tal marca é melhor que a outra, ou vice versa. Na prática temos observado que várias marcas e modelos são perfeitamente aceitáveis para configurações robustas, e dentre elas quero apresentar duas fontes ATX especificação 2.2 da Huntkey que tem no baixo preço seu principal atributo.


Essa fonte chega ao consumidor em média por 350 reais, e se diferencia do modelo menor, que veremos adiante, por ter todos os seus cabos cobertos por uma malha trançada, com 2 conectores PCI Express e suporte para SLI/Crossfire (contra apenas um conector do modelo 450w) e uma ventoinha de 14 centímetros com led azul.
O modelo de 450 watts é mais simples e chega ao mercado por volta de 200 reais. A malha só cobre o chicote principal, a ventoinha de 14 cm não tem leds e só há um conector PCI Express. Por outro lado, ela compartilha com o modelo de 550 watts algumas características interessantes, como o acabamento em cromo preto (muito bonito), uma silenciosa operação com boa ventilação, conector ATX principal de 20+4 pinos (desmontável) e um conector secundário de 4+4 pinos também desmontável que permite ligar placas mãe EPS ou placas comuns, com conectores de apenas 4 pinos.
Ambas possuem dois conectores Serial ATA nativos e seis conectores de HD tradicionais, além do jurássico conector para unidades de disquete. As especificações na embalagem dão conta que a fonte possui 85% de eficiência em carga total e que consome apenas 1 watt em modo de espera (stand by).

O conector de 8 pinos é desmontável, garantindo a compatibilidade com placas EPS e tradicionais de 4 pinos

A esquerda temos o modelo de 450W, e a direita do de 550W, essa imagem é uma montagem de duas fotos, e por isso não está em escala perfeita.
Testei ambas as fontes em uma configuração de alto consumo (Intel Quad Core QX6700 e uma placa de vídeo 8800GTS) sem surpresas, ambas as fontes apresentaram variações baixas sob uso intenso, dentro das tolerâncias, operaram de forma silenciosa e com voltagens dentro das especificações. Dentre as diversas opções do mercado atualmente, essas duas podem ser confortavelmente recomendadas para inúmeras configurações. Particularmente dentre as duas eu optaria pelo modelo de 550W não só pela maior potência, mas pelo acabamento (cabos com malha) e pela ventoinha com led que dá um charme maior aos gabinetes com janelas.

A imagem acima é uma montagem e não está em escala perfeita. A etiqueta do modelo de 550W é a de cima, e a de 450W a de baixo
Na próxima coluna comentarei sobre as fontes Extream, com tecnologia SuperFlower, incluindo o interessante modelo Aurora 600W com cabos destacáveis. Aguardem…