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Fundador da Juniper diz que Cisco tem muitos sistemas operacionais

Pradeep Sindhu diz que o principal focod a Juniper, hoje, é fabricar produtos com maior escalabilidade.

Publicado: 15/04/2026 às 07:04
Leitura
5 minutos
Fundador da Juniper diz que Cisco tem muitos sistemas operacionais
Construção civil — Foto: Reprodução

Pode ser apenas coincidência, mas a Cisco geralmente faz
seus grandes anúncios alguns dias antes de a Juniper realizar ou sediar um
evento importante. Mês passado, um dia antes de a Juniper anunciar sua linha EX
de switches para redes Ethernet corporativas, a Cisco anunciou seu novo switch
para data centers, o Nexus 7000.

Esta semana não foi diferente: a Cisco lançou a nova geração
de roteadores ASR1000 no mesmo dia em que a Juniper abriu sua conferêncvia
anual para analistas na Califórnia. Jim Duffy, editor da Networkworld, Estados
Unidos, conversou com o CTO e fundador da Juniper, Pradeep Sindhu, durante o
evento:

Networkworld: Qual
sua impressão sobre o roteador ASR1000, da Cisco?

Pradeep Sindhu: Deixe-me
fazer apenas uma caracterização. Em contraste com o que a Juniper tenta fazer –
que é ter um único sistema operacional com arquitetura consistente – nossos
competidores parecem estar se especializando em produzir um novo sistema
operacional a cada nova linha de produtos. E isso não serve bem ao usuário.

Nós tentamos
ter um único sistema operacional e uma arquitetura unificada por duas razões:
internamente isso é tremendamente eficiente porque resolvemos problemas apenas
uma vez, ao invés de resolvê-los a cada novo produto. Do ponto de vista do
cliente, os produtos parecem consistentes, e são, bem mais simples de usar.
Quando adicionamos funcionalidades ao sistema operacional, nós as integramos.
Mas eu me sinto muito mais confortável em falar sobre o que a Juniper faz do
que sobre nossos concorrentes.

NW: Mas como seus
concorrentes se mantêm no mercado, se eles continuam lançando produtos com
múltiplos sistemas operacionais que aumentam sua complexidade e sua
inconsistência?

PS: Um único
sistema operacional é uma necessidade que nossos clientes nos dizem existir.
Eles não gostam de ler manuais para saber que versão do sistema operacional
trabalha com determinado produto, ou que combinações de limitações são impostas
por subsets específicos dos produtos que estão utilizando. Isso se torna muito
complicado. Muito disso se reflete no crescimento do custo operacional do
cliente.

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NW: Aonde vai a
Juniper com suas linhas de produtos, sistema operacional e ASICs que atendem à
próxima geração de data centers e oportunidades em infra-estrutura?

PS: O primeiro
lugar para onde temos que ir é a larga escala. Também temos que garantir a
interação entre computação e armazenamento, e a rede está se tornando muito
imnportante para isso. O sistema de controle Juniper 1200 é um produto muito
importante. Ele começa a atender aspectos de escala de recursos de controle. É
importante ter a habilidade de ir a uma plataforma baseada em padrões e ser
capaz de ter as últimas tecnologias para microprocessadores, além de
integrá-los tão rápido quanto as mudanças da tecnologia e contar com storage na
mesma plataforma. Estes são benefícios tremendos da escala em recursos de
controle.

Outro ponto a ressaltar é o anúncio de nosso kit para
desenvolvedores de software (do inglês, SDK). O SDK foi desenvolvido para a
linguagem aberta JUNOS, o que permite que parceiros e clientes possam adicionar
valor eles mesmos e confiar em cada linha de código escrita pela Juniper.

NW: A Juniper
plenaja dar suporte ou integrar o PBT (Provider Backbone Transport), da Nortel,
em seus switches MX960 Ethernet?

PS: O PBT é hoje
uma replicação de muitas das funcionalidades inerentes ao MPLS. Mas nós vamos
ouvir nossos clientes. Se eles realmente acreditarem que esta é uma
funcionalidade que eles querem, nós vamos implementá-la.

NW: O senhor vê
aplicativos onde o PBT pode ser melhor que o MPLS?

PS: Eu
pessoalmente, não. O PBT é essencialmente uma implementação diferente de todos
os conceitos de MPLS, e esta não é uma diferença substancial. É uma pena ver
que, se nós tivermos que fazer isso, estaremos apenas replicando
funcionalidades, o que desnecessário.

NW: Sobre sua
nova linha de switches EX. O que especificamente a Juniper está fazendo de
diferente dos outros competidores da Cisco para ganhar mais que 5% do mercado?

PS: O mercado
Ethernet tem 25 anos, talvez 30 anos, e se desenvolveu muito. Muitas das
companhias estão no mercado há muito tempo e seus sistemas operacionais, seus
códigos e suas implementações refletem a história da tecnologia ao longo do
tempo. A mesma coisa aconteceu com o mundo IP. Quando a Juniper chegou os
roteadores já tinham mais de uma década. Mas nós não temos que dar atenção ao
mundo multiprotocolo que os roteadores tiveram que atravessar.  

Do mesmo modo que, quando entramos no mercado de switches,
não tivemos que nos preocupar muito com cada detalhe sobre os lugares onde a
Ethernet esteve. Isso quer dizer que nossas implementações serão mais limpas e
atenderão a necessidades atuais, ao invés de demandas que existiram antes. Eu
acho que nossas implementações caminham para uma posição de vantagem. Elas
podem ser mais confiáveis, mais escaláveis, seguras e com alto desempenho.

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