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Gerdau
Gerdau Next Ventures
startup

Gerdau paralisa fundo de US$ 80 mi e negocia venda de startups

A Gerdau paralisou as operações de seu fundo de corporate venture capital (CVC), o Gerdau Next Ventures, criado em 2019 com capital comprometido de US$ 80 milhões, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg Línea. A gigante do aço montou um portfólio que chegou a 11 startups investidas e agora procura compradores para esses negócios através da […]

Publicado: 31/03/2026 às 21:13
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Gerdau paralisa fundo de US$ 80 mi e negocia venda de startups
Construção civil — Foto: Reprodução

A Gerdau paralisou as operações de seu fundo de corporate venture capital (CVC), o Gerdau Next Ventures, criado em 2019 com capital comprometido de US$ 80 milhões, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg Línea. A gigante do aço montou um portfólio que chegou a 11 startups investidas e agora procura compradores para esses negócios através da Primus Ventures.

O fundo foi um dos primeiros do país, antecipando uma onda de empresas que criaram seus respectivos CVCs entre 2020 e 2021. Com mandato global, o veículo aportou cerca de metade do capital comprometido e está paralisado desde meados do ano passado.

Entre as investidas estão startups como as brasileiras Docket, de gestão de documentos jurídicos, e InstaCasa, uma proptech, além das americanas aifleet, de automação de frotas, e a 3DEO, de manufatura 3D. O fundo ainda aportou nas gestoras ONEVC e Terracotta Ventures.

A decisão de paralisar o fundo resultou de uma combinação de fatores: erros na condução inicial do veículo, problemas de gestão na Gerdau Next, mudança no ciclo da indústria do aço e falta de engajamento dos executivos de longa data com novos negócios, segundo as fontes.

Leia também: Brasil: 73% das empresas sofrem com ransomware, mas custo de recuperação cai

Um caso emblemático foi o da Plant Prefab, startup americana de construção modular em madeira e uma das primeiras investidas. O CVC da Gerdau co-liderou aportes na empresa em duas rodadas, fazendo com que ela representasse mais de 50% de todo o capital investido nas startups. A tese não se confirmou e a startup capitulou.

A mudança no ciclo do aço também influenciou a decisão. Após resultados excepcionais em 2021 e 2022, a companhia apresentou correção em 2023, com queda de 16,4% na receita líquida e de 40,9% no lucro líquido ajustado. O ano de 2024 também foi de recuo nos números gerais.

A cultura corporativa da Gerdau, uma empresa centenária e de perfil conservador, foi apontada como desafio estrutural para manutenção de um CVC no longo prazo. O CEO Gustavo Werneck tem sido um dos principais entusiastas, mas esse ânimo não foi compartilhado por outros executivos do alto escalão.

Procurada pela Bloomberg Línea, a Gerdau enviou nota afirmando “revisar continuamente o portfólio de ativos de seu fundo de corporate venture capital (CVC) com o objetivo de gerar valor para seu negócio”. A empresa não respondeu às questões sobre o fim efetivo do CVC nem sobre o andamento do processo de venda dos ativos.

Apesar da paralisação do fundo, a Gerdau mantém investimentos em energia renovável através da Gerdau Next. A empresa inaugurou recentemente o parque solar de Arinos em parceria com a Newave Energia, na qual possui 40% do capital social, e tem uma nova planta solar em construção em Barro Alto (Goiás), com previsão de conclusão em 2026.

Com informações da Bloomberg Línea

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