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Gigabyte GA-P55A-UD3P ? força e modernidade

Esta não foi a primeira vez que testei uma placa mãe desta nova geração, que suportam processadores Intel Core 2010 (Core i3, i5 ou i7). Também não é a primeira vez que falo de placas mãe da empresa Gigabyte (já testei várias). Mas este “dueto” me impressionou sobremaneira! Foi um longo convívio, mais de trinta […]

Publicado: 18/05/2026 às 15:32
Leitura
13 minutos
Gigabyte GA-P55A-UD3P ? força e modernidade
Construção civil — Foto: Reprodução

Esta não foi a primeira vez que testei uma placa mãe desta nova geração, que suportam processadores Intel Core 2010 (Core i3, i5 ou i7). Também não é a primeira vez que falo de placas mãe da empresa Gigabyte (já testei várias). Mas este “dueto” me impressionou sobremaneira! Foi um longo convívio, mais de trinta dias com esta plataforma na minha bancada. Foi mais do que isso. Esta máquina tornou-se parte do meu dia a dia neste período, algo que para mim é mais forte que apenas rodar algumas dezenas de testes. É algo mais “íntimo”, se é que isso possa ser falado de uma placa mãe, um aparato de hardware.

A GA-P55A-UD3P não é a placa “topo de linha” da empresa Gigabyte, embora seja bem sofisticada, torna-se bem interessante… Como assim? É que se trata de uma placa relativamente acessível a todos (quando comparado às placas de topo) e não apenas aos entusiastas (apesar de seu preço aproximando de R$ 700,00  – placa importada). Mas o que faz esta pequena jóia que merece destaque? A Gigabyte tem mantido um compromisso com qualidade há muito tempo e cada nova geração de placas traz um novo desafio que é como superar as expectativas dos usuários, trazer novas funcionalidades e evoluções.

Características principais:

  • Processadores suportados Core i3, i5 e i7 (soquete LGA 1156)
  • Memória Dual Channel DDR3 ? 800/1066/1333/1600/2200 Mhz
  • High Definition Audio Realtek ALC889 com Dolby Home Theater 8 canais
  • Rede 10/100/1000 Mbit
  • 1 x PCI Express x16, 1 x PCI Express x4, 2 PCI Express x1 e 3 PCI
  • Suporte para ATI Crossfire
  • 6x SATA 3 Gb/s suporte RAID 0, 1, 5 e 10
  • 2x SATA 6 Gb/s suporte RAID 0 e RAID 1
  • Conectores IDE e floppy
  • Até 12 USBs 2.0 (8 no painel traseiro) mais 4 externos
  • 2 USBs 3.0/2.0 no painel traseiro
  • 2 eSATA no painel traseiro
  • Dual BIOS

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Inovações tecnológicas

Esta é a primeira placa da Gigabyte que eu testo que traz a tecnologia “333”, citada em coluna recente que escrevi – A Gigabyte cumprindo a promessa, RMA e suporte no Brasil. Resumidamente o acrônimo 333 tem um significado especial. Indica que há suporte para USB 3.0 a evolução da velha e boa interface USB praticamente multiplicando por 10 a capacidade de transferir informações. Mais detalhes em um teste específico abaixo. O segundo “3” indica que há três vezes mais energia nas portas USB, eliminando ou reduzindo a necessidade de usar alimentação externa em certos dispositivos usando toda força a partir da USB. O terceiro “3” indica suporte SATA 3.0, também uma importante inovação na capacidade de transferência de dados entre os discos rígidos no padrão SATA (6.0 Gb/s contra 3.0 Gb/s até então).

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Eu já conhecia esta inovações bem como algumas outras que pouco a pouco a cada geração são trazidas para as placas. E agora quando não parecia ter mais novidades para trazer a Gigabyte apresenta a evolução de destacados recursos. Isso é para mim importante. Não basta a placa ser um “habitáculo de processador”. Isso todas são. Serviços, qualidade e recursos que diferenciam de verdade uma boa placa.

O uso de mais cobre (2 Oz ? duas onças ? cerca de 57 gramas) na construção da placa traz vários benefícios como melhor eficiência energética (menor consumo e melhor dissipação de calor). Permite melhor capacidade de overclock e também maior durabilidade.

Uma das novidades que gostei muito foi o novo “painel” chamado SMART 6 que reúne diversas ferramentas:

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Smart QuickBoot : usando recursos de baixa energia da placa, modo de hibernação avançado e avanços do Windows 7, melhorias dramáticas são obtidas no tempo de carga do sistema operacional. São apenas 4 segundos entre apertar o botão e ter a máquina ligada. Na verdade ela fica em modo de baixíssimo consumo de energia (medi e conferi ? são apenas 5 watts). Se ela fica neste estado por muito tempo ela entra no modo de hibernação.

Smart QuickBoost :
é novo nome alternativo para o QuickBoost que permite fazer overclock de forma rápida e fácil, obtendo ganhos que vão de 5%, 13% e 30%!! Mais detalhes nos testes que fiz (mostrados  abaixo).

Smart Recovery : é um software de backup que permite escolher uma partição/disco para conter backups de tudo que é alterado no computador, dia a dia, guardando diversas gerações de backups, incluindo dados e configuração do Windows.

Smart DualBios : permite armazenar na BIOS (não no HD) até 12 passwords e 12 datas importantes e a cada vez que há alteração nestes dados a BIOS é copiada para a BIOS backup (recurso há tempos existente nas placas Gigabyte) para garantir estes dados. Possibilitado pela existência de 2 BIOS na placa mãe (se uma falha a outra assume o lugar).

Smart Recorder : poderia ter o nome de “caixa preta” do PC. Registra fatos importantes como hora que foi ligado ou desligado, movimentações (ou cópias) de arquivos grandes, para discos externos, etc.

Smart TimeLock : restringe a forma de uso do PC, limitando o uso para dias da semana e horários específicos, de uma forma muito simples. Para programar estas restrições é necessário ter uma senha que também limita o acesso às funções SmartRecorder e SmartDualBios.

Eu entendo que estas funcionalidades foram todas agrupadas desta forma para tornar tarefas consideradas complicadas pelos usuários em atividades comuns e de fácil acesso. Algumas versões do Windows 7, por exemplo, têm restrição de horários de uso, mas exige uma configuração mais elaborada enquanto o recurso do SMART 6 é muito simples. Analogamente diz-se o mesmo para a rotina de Backup, etc.

Foi usado o seguinte ambiente para testes:

Placa Gigabyte GA-P55A-UD3P
Processador  Core i3 530, 2.94 Ghz (32 nm)
Memória  4 Gb – 2 x 2 Gb Muskin PC3-10700 (1333 Mhz)
Disco  Seagate 500 Gb 7200 rpm ST3500418AS
Vídeo Nvidia GT 220
Sistema Windows 7 Professional 32 bits
Fonte eXtream FLEX-A7R14

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USB 3.0 mostrando sua força

Os dois testes mostrados abaixo falam por si. Inicialmente o HD externo foi instalado em uma das portas USB 2.0 da placa mãe. Usando o software HD Tune a taxa de transferência foi constante na ordem de 30 MB/seg. Mesmo para uma conexão USB 2.0 um valor respeitável! Não há queda perceptível de desempenho nas trilhas final do disco, pois quem limita o desempenho é a interface USB e acaba “equalizando” a taxa de transferência ao longo de todo o disco.

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Por outro lado usando a porta USB 3.0 desta placa Gigabyte tudo mudou de figura. A taxa de transferência média foi quase três vezes mais rápida (101 MB/seg) com pico máximo de 113 MB/seg. Na tela abaixo pode ser vista a normal queda de desempenho nas trilhas finais do disco (devido à diferença de densidade de gravação entre as extremidades). Casualmente o disco USB externo apresentou melhor desempenho que o disco interno SATA usado neste teste. Apesar de serem ambos de 7200 rpm, a diferença de idade entre eles fez com que o modelo “interno” (ligado diretamente na placa mãe) apresentasse 90 MB/seg de taxa de transferência. Cuidado, em momento algum estou afirmando que HDs ligados à USB 3.0 são mais rápidos que ligados na placa mãe, apenas o HD externo teve melhor resultado por mérito da USB 3.0 e principalmente pela qualidade do disco.
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Outro teste que me surpreendeu foi o manjado DVD Shrink. Uso há muito tempo o MESMO DVD para poder comparar precisamente a competência do sistema placa mais processador para a tarefa de decodificar o vídeo. Foram necessários 11 minutos e meio para a tarefa na qual meu velho PC (Core 2 Duo E8400 3.0 Ghz) leva 20 minutos (quase o dobro). Para mim o resultado foi surpreendente uma vez que o processador usado neste teste foi o Core i3 530 (2.93 Ghz), um processador mais moderno, mas não era um Core i5 ou Core i7. Gigabyte P55A mais Core i3 “mandaram muito bem” neste teste em particular!!

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Já que o assunto é vídeo, DVD, etc. a execução de conteúdo em resolução FullHD foi uma “moleza”. Ajudada pela placa Nvidia GT 220 a Gigabyte P55A mais Core i3 não precisou mais que meros 1% a 2% de CPU para a tarefa. Está certo que a GT 220, mesmo não sendo uma placa de vídeo das mais rápidas toma para si boa parte do processamento, mas nunca tinha visto uso de CPU tão baixo neste tipo de teste!

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Testando o Quickboost

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O velho e bom teste SUPERPI também apresentou resultados interessantes. E fiz o teste com duas configurações, com e sem o overclock do QuickBoost. No cálculo de PI com 1 milhão de casas decimais foram necessários 14.5 seg e 11.2 seg respectivamente. 14.5 segundos já é um bom valor para este teste, mas quero destacar que com o Quickboost houve ganho de 30%!!! Sempre lembrando que o processador é um Core i3!!!

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A tela abaixo apresenta apenas as medidas do tempo do cálculo de PI com 1 milhão e 4 milhões de casas decimais calculadas em overclock. Outras precisões não foram medidas e apresentam o mesmo resultado anterior (sem overclock).

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Testei o QuickBoost com outros programas. Estressei o processador a 3.8 Ghz com os programas WPRIME e SiSSandra Arithmetic. Com estes dois não consegui estabilidade a 3.8 Ghz e tive que usar a opção “2” do QuickBoost (3.30 Ghz ? cerca de 13,5% de overclock).

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Para o leitor overclocker de plantão preciso informar que o cooler usado era o “Box”, ou seja, o mais simples possível e nenhuma refrigeração “agressiva” como água, gelo seco ou nitrogênio líquido. Isso foi PROPOSITAL. O overclock foi feito como QUALQUER USUÁRIO FINAL (leigo em overclock) teria feito. Para isso que serve o QUICKBOOST (overclock rápido ao alcance de todos).

Claro que esta placa e este processador têm capacidade de levar o Core i3 além de 3.8 Ghz. Mas exige melhor refrigeração e domínio da “arte” (que não é o meu caso) e por isso overclock extremo não foi por mim testado nesta placa.

Falando em temperatura o Core i3 nesta placa roda “gelado” (obviamente sem overclock), apenas 24 graus centígrados!!  Para quem quiser se aventurar a levar o processador ao extremo, além do QuickBoost existe o EASYTUNE6, software recheado de opções que permitem fazer ajustes finos (também encontrado na BIOS). E não tem porque se preocupar demais. Se algo der errado, a máquina travar, etc. ela ao ser ressetada volta para os parâmetros mais seguros, permitindo usar o PC sem problemas (ou tentar ajustes de overclock menos radicais).

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Performance de video

Claro que a placa de vídeo em si é o fator mais importante ao avaliar o desempenho em jogos e aplicações 3D. Mas achei relevante algumas diferenças que descobri neste teste. Usando a mesma placa Nvidia GT 220 em uma placa mãe com chipset P45 obtive no teste da P55A-UD3P resultados um pouco melhores. Por exemplo, o 3DMark Vantage rodado em 1024×768 (Entry) obteve 12.166 pontos na P45 e 13.816 nesta Gigabyte.

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Em resoluções maiores (1680×1050) aconteceu o mesmo fenômeno(cerca de 14% mais rápida a P55A). Mas como sempre tem uma exceção, usando um software de teste mais antigo, mas que ainda considero como base de comparação, o 3DMark03, a Nvidia GT 220 foi 5% mais rápida neste teste rodando na placa P45. Não tenho explicação, mas eu especulo que esta variação deve ser considerada normal em função do “mix” de funções usadas no teste e características do chipset.

Usando um jogo ainda “vilão”, o Crysis, eu testei dois extremos. Em 1024×768 qualidade LOW obtive 187 frames por segundo. No extremo oposto estressei ao máximo P55A mais Core i3 mais Nvidia GT 220 configurando o Crysis em 1680×1050 qualidade HIGH e com AA (anti aliasing) 4x ativado. Foram apenas 8 frames por segundo nesta situação. No meio do caminho entres estes dois extremos foi possível jogar com ótimo visual e qualidade (1680×1050 – qualidade MEDIUM e sem AA) a 29 frames por segundo.

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Isso mostra que a P55A-UD3P mesmo com um Core i3 e placa de vídeo mediana (Nvidia GT 220) é uma plataforma adequada para se divertir até com jogos pesados, embora com algumas restrições de qualidade. Com um processador ainda mais potente e principalmente com uma placa de vídeo de última geração este ambiente é “matador” para games, ou seja, dá conta com facilidade.

Benchmark conjugado ? PCMARK Vantage

Já faz algum tempo que venho usando o PCMARK Vantage como meio de comparação entre sistemas. Digo sistemas porque o referido software faz dúzias de testes globais no equipamento (cálculos, compactação, vídeo, velocidade do HD, CD, etc.). Minha máquina referência vinha sendo um Core 2 Duo E8400 (3.0 Ghz),  com placa mãe P45, placa de vídeo ATI/AMD 3850 e que obteve no PCMARK Vantage índice 4.980 pontos. O sistema composto pela placa Gygabyte P55A-UD3P, Core i3 (2.93 Ghz) e placa de vídeo Nvidia GT 220 obteve no mesmo teste 6.037 pontos, ou seja, 22% mais rápido.

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Conclusão

A P55A-UD3P é uma placa diferenciada. Não custa R$ 1.200 como as placas “top” do mercado. Também não custa R$ 200 como as placas mais simples (custo aproximado  de R$ 700). Mas tem grife e pedigree. A tecnologia nela embarcada deixa para trás, muito para trás, a imagem da placa como o habitáculo do processador. Definitivamente ver USB 3.0 em ação me conquistou completamente. Nos testes pude constatar que mesmo o processador Core i 3, o caçula da geração Core 2010 da Intel, fez bonito. Entregou até mais desempenho do que eu esperava. Um detalhe que não explorei no texto, mas cabe ressaltar agora é a beleza da placa. Em tons azul e branco, com os dissipadores de calor com design moderno e boa distribuição de espaço, este é outro aspecto de destaque (mesmo que a placa fique fechada dentro do gabinete).

O conjunto de softwares e funções agregadas pela Gigabyte (como por exemplo o SMART6) enfatizam ainda mais a preocupação com a qualidade. É importante situar bem o mercado potencial desta placa importada pela Gigabyte. Não é para quem busca apenas preço baixo. Nem para quem é “entusiasta plus”. É para quem prima pela qualidade e recursos, inclusive overclock assistido (QuickBost) ou overclock extremo. Componentes de qualidade (capacitores sólidos), ótima dissipação de calor (mais cobre) e centro de reparo e garantia (RMA) no Brasil são as qualidades finais que desejo destacar. Apenas não pude testar a interface SATA 6 (6 GB/seg) por não ter HD com esta interface disponível. Eu ainda não tenho um computador pessoal com processador Core 2010 (Core i3, i5 ou i7), mas já sei qual é uma forte candidata para eu adquirir no futuro. Cairia como uma luva…

Mais detalhes desta placa podem ser vistos nas respectivas páginas nos sites da Gigabyte em inglês ou português .

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