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Google Chrome, uma nova referência em browser do mercado?

O Google vinha trabalhando discretamente há mais de um ano. O lançamento fora planejado para dia 03 de setembro. Mas o vazamento de um “comic book” (um “gibi” interno mostrando as características e funcionalidades do novo browser) na Internet os obrigou a antecipar em um dia a chegada do browser. Segundo o Google dentro da […]

Publicado: 12/05/2026 às 18:38
Leitura
9 minutos
Google Chrome, uma nova referência em browser do mercado?
Construção civil — Foto: Reprodução

O Google vinha trabalhando discretamente há mais de um ano. O lançamento fora planejado para dia 03 de setembro. Mas o vazamento de um “comic book” (um “gibi” interno mostrando as características e funcionalidades do novo browser) na Internet os obrigou a antecipar em um dia a chegada do browser. Segundo o Google dentro da empresa só fazia aumentar a quantidade de pessoas insatisfeitas com detalhes das ferramentas de navegação atuais. Por isso resolveram fazer um esforço para redefinir o navegador de Internet, ou pelo menos este era o objetivo. Para os mais afoitos já antecipo o que iriam ler no final. O software está desde às 16:00 de hoje disponível para download no endereço www.google.com/chrome em 43 idiomas, incluindo o Português. Neste momento há só a versão para Windows, mas as versões para Mac e Linux estão a caminho.

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É uma versão “beta”. Natural que seja como todo projeto Open Source. Sim o código fonte do navegador também está disponível e com total cessão de direito de uso, para qualquer finalidade e para qualquer pessoa. Assim espera-se que a comunidade de desenvolvedores aperfeiçoe ainda mais este produto ao longo do tempo.

Há dois grandes trunfos no Chrome. As inovações da interface e o mecanismo de renderização de páginas. Ao abri-lo o que se vê é uma tela limpa, com as famosas abas (trazidas inicialmente pelo Opera, depois Firefox e IE 7) por cima, a linha de endereços e buscas e uma compilação dos sites mais visitados para acesso direto. Cada aba traz o seu próprio conteúdo, mas mais do isso, é um processo separado para o sistema operacional. Assim se uma das abas apresentar algum problema somente aquela aba será fechada ou reiniciada, sem comprometer a navegação em todos os outros sites. Há inclusive um “gerenciador de tarefas”, como de um sistema operacional para controlar todos os processos, que incluem também os plugins como Flash Player, por exemplo. As abas são “destacáveis” e “agrupáveis”, ou seja, uma aba pode ser arrastada para fora do conjunto e virar uma nova janela bem como uma janela separada pode ser arrastada e virar uma nova aba no browser.

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Tela inicial do Chrome-sites mais visitados

O mecanismo de desenho ou renderização é baseado no mecanismo do SAFARI, usado no Apple, via um conjunto de rotinas chamado de WEB-KIT. O mecanismo de execução de scripts (javascript) foi batizado de “V8” em alusão aos imensos motores super potentes dos carrões que existem por aí e por causa dele a execução dos scripts é uma ordem de grandeza pelo menos mais rápida. Em uma demonstração feita comparando o Firefox e o Chrome, ficou evidente a imensa diferença de velocidade em favor do Chrome.

Indo na contra mão da própria “barra do Google”, não há uma barra para efetuar buscas (ufa!!). Há somente um local “digitável” no browser que “percebe” se o que foi digitado é um endereço (URL) a ser aberta ou uma condição de busca. Agilidade. O mecanismo de busca será o mesmo já definido no sistema operacional da pessoa, mas qualquer mecanismo pode ser usado além do Google como Yahoo, MSN, etc.

Segundo o pessoal do Google o objetivo foi redefinir a experiência do usuário no uso do navegador de Internet: ” levar você onde você quer ir, e rápido “. Estabilidade e privacidade também foram premissas do projeto Chrome. Há um mecanismo “anti-phishing” baseado em “lista negra” de sites, continuamente alimentado pelo Google, bem como um inovador sistema de proteção “anti-popup” que ao invés de suprimir as tediosas janelas (mas que por vezes precisamos delas), mostra somente uma pequena linha, sem exibir o conteúdo, na parte inferior da tela com a opção de fechá-la rapidamente ou abri-la se for a vontade do usuário.

Há como abrir uma aba de forma especial chamada de “anônima” que serve para navegação segura. A sessão de navegação nesta aba não memoriza os sites visitados, não grava histórico nem cookies e, portanto não deixa rastros. Útil para navegar em ambiente públicos.

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Aba para confidencialidade no Google Chrome-vide o “agente secreto” no canto superior

A empresa explica com suas próprias palavras : ” O Google enxerga o navegador como uma janela para a tecnologia. É uma ferramenta para os usuários interagirem com sites e aplicações que lhes interessam, e é muito importante para nós não atrapalhar essa experiência “, diz Sundar Pichai, vice-presidente mundial de gerenciamento de produtos do Google. ” Exatamente como é a clássica home page do Google, o Chrome tem uma interface simples e um conteúdo sofisticado que dão acesso à Internet moderna “.

Voltando ao assunto das buscas, o Chrome tem um sensor de contexto (“intelisense”) que não apenas descobre se o que se digita é uma URL ou uma busca como aquelas efetuadas dentro de quaisquer sites, também ficam armazenadas. Suponha que você visite o site APONTADOR com alguma freqüência. As buscas de ruas ou rotas que você faz no site ficam guardadas na sessão “últimas buscas”, bem como os livros que você procurou na AMAZON e também (claro) as pesquisas que fez no site GOOGLE (ou outro instrumento de busca como YAHOO, MSN, etc.).

Especulando um pouco…

ALERTA : As linhas a seguir são apena fruto da minha fértil imaginação. Nada do que se segue foi oficializado pela empresa Google.

Qual seria o objetivo da empresa ao lançar um browser? Ao ser perguntado para o representante do Google no Brasil, como a empresa pretende ganhar dinheiro com o produto a resposta foi “a la Google”, muito criativa : ” não queremos ganhar nada, apenas que os usuários sejam cada vez mais felizes e voltem sempre !”. A bonita resposta arrancou uma sonora gargalhada entre os jornalistas presentes, mas tenho uma opinião pessoal bem definida sobre isso. Não é nenhuma teoria da conspiração não. É bem legítimo o que penso estar o Google fazendo. Em algum momento ouvia-se falar que o Google iria desenvolver um “sistema operacional”. Isso acabou sendo interpretado como um boato infundado. Porém agora isso volta na minha cabeça, mas de outra forma.

Qual a “entidade” que mais divulga e estimula o conceito de “computação em nuvem”? Google é claro!Seus aplicativos online como o primordial GMAIL, DOCs, etc. estão aí há algum tempo. Imagine o imenso benefício para o Google se ela pelo fato de fazer um browser realmente melhor, com todos os méritos, conquistar rapidamente uma considerável fatia do mercado!!? Ela tem um AMBIENTE CONTROLADO, no qual toda a sua filosofia de computação em nuvem pode evoluir de forma muito mais de acordo com as suas vontades e necessidades. Havendo “Chrome” para Windows, Linux, Mac,… bastará o browser para que de forma independente do ambiente operacional o Google garanta a uniformidade e a qualidade da experiência de seus aplicativos online, incluindo porções “offline” para suprir a necessidade daquele tênue mas inevitável momento desconectado. Não é um “sistema operacional” como pensamos e entendemos hoje, mas é um “ambiente operacional” muito estratégico para a empresa.

“Mas o projeto é Open Source, o Google não controla”. Calma lá!!! A Sun Microsystems, que há anos já dizia que “O computador é a rede”, uma visão antecipada do conceito de “cloud computing”, tem uma experiência muito feliz com o Open Solaris, seu sistema operacional open source. Sim cada um pega o fonte e faz o que quer, MAS as contribuições “campeãs” são pegas pela Sun e introduzidas no produto com a sua chancela e homologação. Da mesma forma o Google pode se valer da imensa comunidade colaborativa para melhorar cada vez mais o seu produto e mesmo assim ainda ter o controle. Afinal entre dezenas de futuras distribuições “Chrome”, qual o usuário preferirá? A que tem a grife Google ou versão feita pelo sobrinho do primo do meu vizinho, que tem 14 anos??

O Internet Explorer 8 está também batendo à porta, em versão também “beta”, mas não tão aberto como o “beta” do Chrome. Trará inovações de usabilidade tão interessantes? Não sei, não pude avaliá-lo ainda. Mas de uma coisa eu tenho certeza. Não me furtarei de fazer o download e testar o Chrome, assim que tiver de novo acesso à banda larga (meu link está com defeito). Se havia somente IE e Firefox como grandes “players” nesta arena, o Google com seu Chrome aparentemente veio para participar para valer desta contenda!

PS1 : este texto não seria um review de forma alguma pois saí da coletiva já querendo dar a notícia a minha opinião pessoal, sem tempo de testar. Além disso, estou sem banda larga desde hoje cedo ainda sem previsão para retorno (espero que não seja uma continuação do “A Internet e a boiada” ) e por isso não pude nem fazer o download do Chrome!! Quem puder fazer, testar e dar seu depoimento, será um EXCELENTE acréscimo nos comentários desta coluna!! OBRIGADO!!

PS2 : eu tinha escrito este texto inteiro usando o termo “a Google” para referenciar a empresa e “o Google” para referenciar o site de busca. Mas como no próprio release de imprensa fornecido tudo é tratado com “o Google”, corrigi meu texto todo.

PS3 : por estar sem banda larga esta coluna foi publicada usando “o velho e bom” (???) DIAL-UP 56kbps. Isso também explica a pequena quantidade de imagens usadas para ilustrar a coluna (eu que até abuso um pouco das imagens).

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