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Governo dos EUA analisa compra de parte da Intel para competir com China, reporta jornal

As ações da Intel subiram 7% nesta quinta-feira (14) após a Bloomberg noticiar que o governo dos Estados Unidos está em negociações para adquirir uma participação na companhia. O objetivo, segundo a publicação, seria ajudar a financiar fábricas que a fabricante está construindo em Ohio, reforçando a produção doméstica de semicondutores. A movimentação ocorre em […]

Publicado: 27/03/2026 às 02:49
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Governo dos EUA analisa compra de parte da Intel para competir com China, reporta jornal
Construção civil — Foto: Reprodução

As ações da Intel subiram 7% nesta quinta-feira (14) após a Bloomberg noticiar que o governo dos Estados Unidos está em negociações para adquirir uma participação na companhia. O objetivo, segundo a publicação, seria ajudar a financiar fábricas que a fabricante está construindo em Ohio, reforçando a produção doméstica de semicondutores.

A movimentação ocorre em meio ao cenário desafiador para a Intel, que perdeu 60% de seu valor de mercado em 2024, o pior desempenho anual de sua história. Ainda assim, com a alta de hoje, os papéis acumulam valorização de 19% no ano.

Leia também: “Soberania digital é conhecer e saber usar tecnologia de forma eficiente”, defende Cezar Taurion

A Intel é atualmente a única empresa norte-americana capaz de fabricar os chips mais avançados dentro do território dos EUA. Rivais como Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) e Samsung mantêm fábricas no país, mas sua matriz e capacidade de ponta estão no exterior. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem reiterado o apelo por mais produção de alta tecnologia em solo norte-americano.

O tema ganhou força após a visita do CEO da Intel, Lip-Bu Tan, à Casa Branca no início da semana. O encontro ocorreu depois de Trump ter pedido publicamente a renúncia do executivo, alegando supostas ligações dele com a China. Na ocasião, a empresa afirmou que Tan está “profundamente comprometido com os interesses de segurança nacional e econômica dos EUA”.

Questionada sobre as negociações para a compra de participação, a Intel disse que não comentaria “rumores ou especulações”, mas reforçou que pretende continuar trabalhando com o governo em prioridades comuns.

Nova gestão

Tan assumiu o comando da Intel neste ano, em um momento em que a companhia luta para conquistar espaço no mercado de chips para inteligência artificial e enfrenta altos investimentos na expansão de seu negócio de fundição, que fabrica semicondutores para outras empresas. Até agora, o segmento não garantiu um cliente de grande porte, etapa considerada essencial para sua consolidação.

Em julho, o executivo anunciou o cancelamento de fábricas planejadas na Alemanha e na Polônia, além de uma desaceleração nos trabalhos em Ohio, justificando que os gastos da companhia passariam por avaliação criteriosa.

O interesse do governo em adquirir participação na Intel se insere em uma estratégia mais ampla da administração Trump de ampliar o controle sobre setores considerados estratégicos.

Na semana anterior, a Casa Branca informou que passaria a reter 15% das vendas de determinados chips de Nvidia e AMD para a China. O Pentágono também comprou participação de US$ 400 milhões na mineradora MP Materials e garantiu uma “golden share” na U.S. Steel como parte do acordo que permitiu a compra da siderúrgica pela japonesa Nippon Steel.

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