O governo federal apresentou, na última quinta-feira (4), o plano que guiará a inovação no país pela próxima década. Recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024-2034 estabelece como meta central elevar o total de investimentos públicos e privados no setor para 2% do Produto […]
O governo federal apresentou, na última quinta-feira (4), o plano que guiará a inovação no país pela próxima década. Recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024-2034 estabelece como meta central elevar o total de investimentos públicos e privados no setor para 2% do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim do período.
Atualmente, esse índice oscila em torno de 1,2%, patamar considerado insuficiente diante das ambições nacionais. O documento, debatido pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), busca reduzir a vulnerabilidade externa em tecnologias críticas e impulsionar a reindustrialização, focando em áreas onde o Brasil precisa recuperar competitividade global e assegurar sua soberania.
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Para atingir o novo objetivo, o texto aponta a necessidade urgente de reestruturar os mecanismos de financiamento e fortalecer o suporte a universidades e institutos de pesquisa. Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, defendeu durante a cerimônia que não existe projeto de nação soberana sem autonomia técnica, destacando que superar fragilidades é essencial para o desenvolvimento social.
O presidente Lula, contudo, fez uma ressalva crítica à postura do empresariado, afirmando que o “capital de risco tem medo de risco” no Brasil e que o Estado precisará ser “generoso” para suprir as lacunas deixadas pela iniciativa privada. A proposta ficará disponível em consulta pública até o dia 20 de dezembro antes de sua finalização.
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