Poder público acatou algumas diretrizes, mas adiou a decisão em três semanas
Ainda não foi dessa vez que o governo anunciou o Plano Nacional de Banda Larga. Estava marcado para terça-feira (24/11) a entrega de uma proposta que nortearia as ações que ampliam o acesso da população de baixa renda aos serviços de internet em alta velocidade
As alternativas apresentadas não agradaram ao poder público, que aceitou algumas diretrizes gerais, mas adiou a decisão em três semanas tempo destinado. Assessores da Presidência da República pediram aperfeiçoamento do projeto.
Entre os pontos em aberto estão a fonte de recursos, ou seja, quanto investimento será necessário para colocar o plano em prática e de onde virá, e como será feito o acesso, por meio de rede estatal ou privada.
Uma ideia que ganha força no governo é que a Telebrás administre a rede de fibras ópticas. Uma hipótese em estudo é a desoneração fiscal para aparelhos com o intuito de facilitar a expansão da rede.
De acordo com dados divulgados pelo Ministério das Comunicações, a proposta é aumentar para 30 milhões o número de acessos nas áreas rurais e urbanas com metas para os próximos cinco anos.
Um levantamento feito pela pasta mostra que em dezembro de 2008 a banda larga fixa atingia 9,6 milhões de pessoas.
O Plano deve ser instituído por decreto presidencial, com medidas complementares ao projeto usando outro mecanismo da legislação.
*Com informações da Agência Brasil.