Um grupo de advogados dos Estados Unidos está pedindo que o presidente eleito Barack Obama aja rapidamente para impedir que provedores de banda larga bloqueiem ou dificultem o acesso a conteúdos na internet em banda larga a seus clientes. A prática é mais conhecida como traffic shapping. Chamado Open Internet Coalition, o grupo apelou na […]
Um grupo de advogados dos Estados Unidos está pedindo que o presidente eleito Barack Obama aja rapidamente para impedir que provedores de banda larga bloqueiem ou dificultem o acesso a conteúdos na internet em banda larga a seus clientes. A prática é mais conhecida como traffic shapping.
Chamado Open Internet Coalition, o grupo apelou na quarta-feira (03/12), em uma carta enviada a Obama, para que ele cumpra suas promessas de campanha em relação a estabelecer regras de neutralidade na rede. Membros da coalisão também pediram que Obama escolha um novo presidente para o FCC – o órgão regulador de comunicações dos Estados Unidos – que poderia reforçar as regras de neutralidade e ganhar a batalha contra os provedores.
Além disso, Obama poderia nomear líderes para a Federal Trade Comission e para o Departamento de Justiça norte-americano, com a missão de promover a abertura da internet por meio de leis de proteção ao consumidor e antitruste, segundo o grupo.
“A neutralidade da rede é certamente uma peça importante, mas não toda a plataforma de governo. Queremos ter certeza de que essas instituições do governo estão preparadas
para implementar uma agenda para internet aberta e responder
apropriadamente às ameaças”, disse Art Brodsky, diretor da Public Knowledge, um grupo de advocacia em direitos digitais que faz parte da coalisão.
Markham Erickson, diretor da coalização, afirma ainda que “promover internet em alta velocidade acessível a todos os norte-americanos é parte da estratégia de recuperação da economia do país”.
Um representante da Comcast, o maior provedor de banda larga dos EUA, se recusou a comentar sobre a carta do grupo. Representantes da Verizon Communications e do grupo Hands Off the Internet, de oposição às regras de neutralidade da internet, não estavam disponíveis para comentar o assunto.