O WiMax, já em funcionamento pela operadora Sprint, terá pequeno espaço no mercado: cerca de 3% até 2014, segundo analistas.
Enquanto as operadoras norte-americanas correm para alcançar altas velocidades 4G com as tecnologias WiMax e LTE, seus líderes trabalham nos bastidores para realizar o desejo das companhias.
O gerente sênior de marketing da Sprint Nextel, Trevor Van Norman, estima ter lançado cerca de 150 celulares diferentes nos últimos seis anos e nesta semana ajudou a lançar o HTC EVO 4G, com suporte ao serviço WiMax, que opera em 27 cidades pela Clearwire.
Ainda que alguns analistas digam que o padrão WiMax terá uma parcela de mercado pequena em relação ao LTE em 2014, o primeiro celular com a tecnologia certamente ajudará a iniciativa WiMax, afirmou Norman.
“Ter o HTC EVO 4G é vender a tecnologia WiMAx como opção sólida”, diz Norman. A companhia de análises Infonetics recentemente afirmou que o WiMax terá 3% do mercado norte-americano em 2014, provavelmente porque apenas uma das principais companhias, a Sprint, oferecerá o serviço.
Por outro lado, o padrão LTE será oferecido pelas operadoras Verizon Wireless, AT&T e T-Mobile USA. Com isso, quase todos concordam que o grupo de assinantes do serviço LTE será muito maior que o do WiMax, mas alguns analistas acreditam que o WiMax terá uma parcela maior do que 3% do mercado em 2014.
O CEO da Sprint, Dan Hesse, afirmou que o “LTE será o maior dos dois padrões 4G”, mas ressaltou que a Sprint não pode esperar pela tecnologia LTE quando já tinha a tecnologia WiMax “provada, testada e garantida”.
Mesmo com uma parcela menor do mercado, a Sprint vê o padrão WiMax como vital para o futuro e até mesmo confiou seu pacote de compensação ao crescimento de assinantes 4G, afirmou Norman.
Uma das preocupações com o novo HTC EVO 4G é como ele atuará em redes sem fio onde o WiMax não está disponível. Van Norman afirmou que quando o WiMax não estiver presente, o dispositivo funcionará com a rede 3G da Sprint.
De acordo com Norman, ao mudar da rede 4G para a 3G, pode haver uma interrupção de um a três segundos em aplicações de uso intenso de banda larga, como streaming de vídeos.
O CEO da Clearwire, William Morrow, destacou outras operadores adotando o LTE para operar em conjunto com o WiMax. “Temos a oportunidade de convergir ambos os formatos. Vamos trabalhar juntos e ir para frente”, afirmou Morrow.
Ele destacou que a Intel e a Vodafone, entre outras companhias, “acreditam que não é tempo de integrar isso e dar um passo à frente”. Morrow também mencionou que a fabricante de Beceem Communications anunciou recentemente um chip que suporta ambos os formatos WiMax e LTE.
As respostas da Verizon e da AT&T em relação ao uso de ambas as tecnologias nos futuros dispositivos foram desmotivadoras.
Um assessor da Verizon afirmou que a operação das tecnologias em conjunto “não é algo que a empresa tem em mente”.
Já o presidente de dispositivos emergentes da AT&T, Glenn Lurie, foi mais rigoroso e afirmou que a empresa não tem planos para o WiMax. “Na AT&T, é tudo sobre Wi-Fi. Não vamos dar suporte ao WiMax”, afirmou Lurie.
A analista da ABI Research Kevin Burden afirmou que faria sentido para a AT&T e outras operadoras LTE ao menos incorporar o chip WiMax em seus dispositivos. “Quanto custaria para deixar o produto pronto para a tecnologia? Talvez dez dólares?”