Investimento foi da ordem de R$ 108 milhões, somando aquisição do controle acionário e pagamento de obrigações da companhia adquirida
A GVT, fornecedora de serviços de telecomunicações e internet, anuncia a aquisição da empresa brasileira de telecomunicações Geodex, detentora de 11 mil quilômetros de fibra óptica entre cidades do Sul até o Nordeste do País.
A operadora investiu R$ 74,6 milhões na aquisição do controle acionário e outros cerca de R$ 33,7 milhões (considerando todo o balanço de caixa da Geodex no ato da transação) no pagamento de obrigações contraídas pela empresa adquirida.
Listada no Novo Mercado da Bovespa, a GVT tem presença em cerca de 70 cidades brasileiras e conta com uma rede de 15 mil quilômetros de fibra lançada em áreas metropolitanas.
Desde a abertura de capital, em fevereiro deste ano, a companhia vem buscando ativos compatíveis com sua estratégia de aceleração de crescimento. A infra-estrutura de longa distância da Geodex é complementar à infra-estrutura de acesso local da GVT.
De acordo com nota oficial enviada pela empresa, “a aquisição é considerada estratégica porque, além da potencial redução de despesas com tráfego de longa distância, especialmente as relacionadas à transmissão de banda larga e dados, facilita o projeto de expansão da GVT para novas áreas fora da sua área de atuação original (que inclui as regiões Sul, Centro-Oeste e parte do Norte, Região II do Plano Geral de Outorgas)”.
A rede de longa distância da Geodex consumiu em torno de R$ 200 milhões de investimentos desde o ano 2000. A infra-estrutura passa por cidades como Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis e Belo Horizonte, além de outras onde a operadora ainda não oferece serviços residenciais, como São Paulo, Campinas, São José dos Campos, Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza.
Com a aquisição da empresa e de sua rede, a expectativa é que as despesas operacionais da GVT sejam reduzidas porque a operadora poderá deixar de pagar pelo uso da rede de terceiros nos trechos de presença da rede Geodex. Além disso, a GVT espera economizar em despesas de aluguel de backbone de terceiros, que atingiria, em bases anuais, aproximadamente R$ 12 milhões.
Com isso, a GVT ingressa no mercado de prestação de serviços de backbone de longa distância a outras operadoras.