Companhia que pode ser vendida para Telefônica ou Vivendi apresentou números fortes para terceiro trimestre fiscal
A GVT, que nas últimas semanas esteve no foco das atenções por conta do interesse da Vivendi e da Telefônica em comprar os ativos da operadora, divulgou nesta quinta-feira (22/10) o balanço financeiro referente ao terceiro trimestre fiscal. Os números, como avaliam corretoras de valores, são positivos. No período, a companhia reportou receita de R$ 442,3 milhões, alta de 27,3% em relação ao mesmo trimestre de 2008.
A telco revelou também lucro de R$ 57,2 milhões e um Ebitda (lucro antes de depreciações, amortizações e impostos) 30,9% superior, que somou R$ 172,8 milhões. Como ressaltou a corretora Brascan, a GVT possui participação de 33% das portabilidades de linhas fixas concluídas no País. A Brascan observa também manutenção do crescimento elevado nas linhas em serviço da companhia, com adições nos segmentos de voz e banda larga superiores ao terceiro trimestre de 2008 e ao segundo período de 2009.
“A companhia melhorou a margem. O crescimento acelerado se deve à expansão territorial e proposta de valor, além da relação custo benefício”, analisou Rodrigo Ciparrone, vice-presidente financeiro e diretor de relação com investidores da GVT. “Companhia está bem posicionada para continuar crescendo até o final de 2009 e em 2010. O plano de negócio financiado permite captar oportunidades de negócio no mercado, como portabilidade”, completou. Para o próximo ano, a companhia prevê expandir atuação para cinco cidades consideradas estratégicas em São Paulo e Rio de Janeiro.
Ao fim do terceiro trimestre fiscal deste ano, 64% das vendas de serviço banda larga da GVT eram com velocidade superior a 10 Mbps, fato relacionado ao último lançamento da companhia em agosto último, quando trouxe uma nova família de produtos banda larga. Como ponto negativo nos números da GVT a Brascan observa a redução de 8,1% na receita por linha de voz em relação ao mesmo período de 2008.
No período, foram adicionados 247,194 linhas à base. Desse total, mais de 112 são linhas de voz e 63,2 mil são acessos banda larga. O mercado corporativo comprou mais de 56 mil linhas de dados. Serviço VoIP respondeu por 11,1 mil acessos. Com isso, a base de linhas instaladas atingiu 2,56 milhões em 30 de setembro.