Em conferência sobre resultados financeiros, operadora informou que testes devem envolver 300 pessoas entre clientes e funcionários
A GVT, que anunciou os resultados financeiros nesta quarta-feira (18/02), afirmou durante conferência com jornalistas que irá iniciar com testes com IPTV ainda no primeiro trimestre deste ano. Segundo a companhia, a Cisco foi uma das empresas contratadas para construir a plataforma. A ideia é começar a avaliação do serviço pela cidade de Curitiba.
Segundo o vice-presidente de marketing e vendas da operadora, Alcides Troller Pinto, a escolha de Curitiba para início do projeto é pela proximidade com o “quartel general da companhia”. O executivo informou que todos os tipos de situação devem ser simuladas, como, por exemplo, o número de TVs que podem estar conectadas. Ao todo, a empresa prevê testar a IPTV com cerca de 300 pessoas, entre funcionários e clientes selecionados.
Questionado sobre o modelo de negócios e diferenças entre o modelo apresentado pela Telefônica na terça-feira (17/02), Pinto afirmou que “ainda é cedo para dar esses detalhes”, já que depende de “posicionamento de mercado”. Além disso, o executivo citou a evolução do PL 29, que irá regulamentar a participação de operadoras de telefonia no mercado de TV por assinatura.
“O fato é que agora a gente começa a fazer os testes de qualidade do produto e comportamento do consumidor, é um negócio bem diferente do que temos agora. Para entrarmos do ponto de vista técnico e qualidade de rede estamos bem evoluídos e está de acordo como plano que tínhamos”, contou. “Não vamos aguardar a liberação da lei para iniciar os testes”, completou Pinto.
O lançamento deste serviço implicará em investimentos na ordem de R$ 50 milhões, que não fazem parte dos R$ 550 milhões previstos para ampliação da rede.
Telefonia móvel
Para entrar no mercado de telefonia móvel, a GVT informou que a empresa precisa lançar sua operadora virtual (MNVO), ainda não regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O executivo afirmou que esta seria a única alternativa para entrar neste mercado e descartou a participação em leilões de franquias promovidos pelo governo. “Essas duas frentes de negócio estão sendo bem estruturadas dentro da empresa”, avaliou.