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Haverá Grid Computing em seu caminho?

O conceito não é novo. Grid. Afinal o que é isso? Pense no Grid como um supercomputador, não de uma forma usual. Não é uma super máquina com centenas de processadores interligados como em um servidor hiper-multi-processado. O exemplo adianteilustra muito bem o conceito e pode ter sido a primeira aplicação de grid em larga […]

Publicado: 14/05/2026 às 08:17
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7 minutos
Haverá Grid Computing em seu caminho?
Construção civil — Foto: Reprodução

O conceito não é novo. Grid. Afinal o que é isso? Pense no Grid como um supercomputador, não de uma forma usual. Não é uma super máquina com centenas de processadores interligados como em um servidor hiper-multi-processado. O exemplo adianteilustra muito bem o conceito e pode ter sido a primeira aplicação de grid em larga escala, e você pode ter sido parte de um grid sem que soubesse. Aconteceu em meados da década de 90. O projeto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), ainda existente (vide ) visava a descoberta de vidas inteligentes em outros planetas. Como ? Vários radiotelescópios espalhados ao redor do mundo captam uma quantidade gigantesca de dados no espectro da radiação não visível. Até então o maior de todos eles, com mais de 300m de diâmetro era o radiotelescópio de Arecibo no México.

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O objetivo era processar essa montanha de dados e procurar por padrões repetitivos que indicassem uma emissão de rádio com caráter intencional, oriundos de uma civilização inteligente vindas de algum lugar do universo.Imaginem vários Terabytes acumulados para que dentro deles um computador pudesse vasculhar por estes padrões, sendo necessárias milhares de varreduras para buscar algum sinal de comunicação inteligente. Impossível, mesmo o maior computador do planeta não conseguiria fazer isso. A solução foi a mais simples e bonita que se poderia imaginar. Porque não utilizar os milhões de PCs existentes no mundo, que passam muito tempo desligados ou inativos para esta tarefa? E isso foi feito na forma de um programa de adesão voluntária, por meio do download de um pequeno programa para realizar este imenso processamento. Mas como coordenar isso tudo? Como não prejudicar o trabalho natural dos usuários? Este programa era na verdade um screensaver. Quando a máquina entrasse em modo de “descanso” (inativa), pela internet um bloco de dados pequeno era baixado para aquele PC. A cada momento de “descanso” aquele bloco era “mastigado” em busca de padrões extraterrestes. Desde então esta incansável busca tem sido feita. Ainda hoje se aceita adesões ao programa. Nada foi encontrado ainda, não por falta de poder computacional, uma vez que uma capacidade gigante de triturar os números foi criada com esta incrível iniciativa.

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Esta rede formada pelo SETI é conceitualmente um Grid. Com certeza não o mais eficiente nem com a melhor arquitetura, mas sem dúvida a idéia deve ter sido compreendida por aqueles que ainda não a conheciam. Este mesmo tipo de solução foi também utilizada para outros tipos de processamentos numéricos pesados em ambientes acadêmicos de pesquisa, dessa vez em redes de computadores das universidades. Sempre com o mesmo intuito de aumentar o poder de processamento pelo uso de computação distribuída.

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Fora do meio acadêmico Grid é um assunto emergente. A empresa Sun Microsystems, conhecida a longo tempo por suas workstations, pela linguagem Java, pelo Solaris (Unix), por produtos de Storage, pelo Sun-Ray (thin client) e por suas soluções corporativas aposta todas as suas fichas na tecnologia de Grid e se coloca como uma empresa provedora deste tipo de serviço. No início de maio participei de um evento da Sun em Washington DC no qual seu CEO, Scott McNealy, anunciou o novo direcionamento da empresa que está fortemente fundamentado nesta arquitetura outrora só acadêmica e que ele promete colocar à disposição das empresas. Mais detalhes em

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Scott vai um pouco mais longe na sua visionária profecia (que ele pretende auto-realizar). A Sun pretende fornecer para grandes corporações a infra-estrutura para que montem seu próprio Grid, bem como evoluir a sua solução de tal forma que um dia os recursos computacionais possam ser adquiridos por consumo, como a sua conta de luz ou conta de água paga no final de cada mês. A propósito existe uma frase de autoria dele, que há anos ele vem proferindo e pelo menos para mim não fazia muito sentido e que agora, com este novo cenário começo a muda a minha idéia : “Network is the computer”, ou seja, “o computador é a rede”!

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Esta discussão da comoditização dos recursos de TI gerou uma polêmica fervorosa há tempos atrás quando um artigo da Harvard Business Review prenunciou que Tecnlogia da Informação não seria mais uma vantagem competitiva para as empresas. Como luz elétrica, todas têm! No começo do século 20 isso poderia ser um diferencial e hoje não mais. Segundo este artigo TI se transformaria em serviço padronizado o qual as empresas contratariam de terceiros, uma vez que TI não é o foco de seu negócio. Quem hoje em dia pensaria em ter sua própria usina e sub-estação de eletricidade? Ninguém, todos compram de um fornecedor especializado. Não quero estender demais esta discussão, pois não é o tema desta coluna, mas enxergo que os passos da Sun são na direção de ser ela uma empresa que poderá fornecer este serviço em larga escala.

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A solução da Sun é composta de uma série de módulos, que como todo “pacote” envolve uma associação sinérgica de vários produtos mais a concepção de um novo modelo de negócio. Uma nova forma de se pensar o uso dos recursos pelas pessoas, em princípio notadamente as empresas, mas que visa abranger toda a necessidade. Algumas premissas básicas são fundamentais. A escala é muito importante. O porte dos investimentos para prover este tipo de serviço é grandioso e exige alto grau de padronização. Da mesma forma, não existem usinas elétricas para gerar poucos Kwh e sim centenas ou Mwh.

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Eu vejo o assunto de dois lados. Tenho simpatia pela idéia pela imensa simplificação que traria às pessoas usar recursos de informática sob-demanda. Imagine, esta semana uma empresa vai realizar o seu orçamento anual e por conta disso muitas simulações serão necessárias. Então contratemos mais CPU por este tempo. Disco? Mesma coisa. Utilizam-se os recursos e se paga pelo uso. Mesma coisa no uso doméstico. Precisa de mais CPU para processar um DVD ou mais disco para realizar um trabalho extenso? Use e pague, simplesmente. O outro lado que analiso é a perda do caráter individual dos sistemas, sejam estes domésticos ou corporativos. Hoje principalmente entre os usuários do ForumPCs, cada um tem seus PCs moldados exatamente aos seus gostos, necessidades e porque não caprichos. Neste cenário que eu descrevi da computação sob demanda, via uso de Grid “público” contratado, isto desapareceria. Isto é bom ou ruim? Depende. Conheço pessoas que adorariam comprar um aparelho, semelhante a um “box” de TV a cabo, plugar em uma tomada na parede e simplesmente usar os recursos, sem se preocupar com coisas como licença de software, backups, problemas de hardware etc. Sem dúvida a evolução do conceito do Grid, nascido lá nas universidades, usado para procurar ETs, para mastigar números em largo volume abre possibilidades muito interessantes. Será que veremos este cenário acontecer?

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