Ministro das Comunicações acredita que operadora demonstra disposição em solucionar problemas
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, defendeu na terça-feira (21/07) que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) reveja a proibição imposta à Telefônica de comercializar o serviço de banda larga Speedy. De acordo com Costa, a empresa está demonstrando disposição em resolver os problemas de interrupção no serviço.
“A penalidade é algo que tem uma função de corrigir erros, mas não pode penalizar o usuário. Acho que o castigo foi merecido, foi cumprido, mas agora não podemos prejudicar o usuário, temos que refazer isso o mais depressa possível. Se dependesse de mim, eu faria a revisão”, disse.
Há um mês, a Anatel determinou a suspensão da comercialização do Speedy, fornecido pela Telefônica, devido a “interrupções reiteradas” na prestação do serviço. A agência também exigiu da empresa um plano para solucionar as falhas definitivamente.
Na semana passada, em coletiva de imprensa, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, apresentou a conclusão do plano de estabilização da rede, que integra um projeto maior que prevê o aumento da capacidade da rede de banda larga. No total, as ações para atender as demandas da Anatel consumirão R$ 70 milhões em investimentos. O órgão já recebeu um documento posicionando sobre o andamento das atividades, mas a decisão sobre a venda do Speedy deve sair apenas na próxima semana.
Costa informou que encaminhará um ofício à Anatel questionando por que a agência ainda não contratou uma consultoria para elaborar um modelo de custos para o setor de telecomunicações no País. De acordo com o ministro, a autorização para o serviço foi dada há mais de três anos. “A Anatel deve contratar essa consultoria, que vai dizer se os preços estão altos ou não. Não sei por que isso ainda não foi feito.”
*Com informações da Agência Brasil
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