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Hora de mudar para IPv6

Já há quase vinte anos sabemos que os endereços IPv4 estão definhando. Ainda assim, continuamos na mesma

Publicado: 27/05/2026 às 16:51
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4 minutos
Hora de mudar para IPv6
Construção civil — Foto: Reprodução

Desde 2000, os analistas apontam para a aceleração da tendência “tudo sobre IP” e advertem que seria melhor se preparar para o IPv6. Então por que, onze anos depois, ainda temos que convencer fornecedores de rede a, por favor, adicionar suporte IPv6 aos seus produtos?

Nós sabíamos que 2011 seria o ano que os endereços IPv4 se esgotariam, ainda assim muitos de nós fomos apanhados de surpresa pelo anúncio de que o último endereço IPv4 havia sido entregue ao registro regional.

Como isso aconteceu? Não é assim tão surpreendente. Costumamos priorizar as atualizações de nossa rede, tendo em mente as necessidades mais urgentes, e o IPv6 sempre pareceu ser algo que poderia ser adiado por mais um ou dois anos, enquanto concentrávamos nossos recursos de engenharia no novo núcleo MPLS ou nos novos switches de centro de dados ou o que mais apresentasse um retorno mais palpável sobre o investimento.

Será que finalmente o IPv6 terá o requisito de urgência para chegar ao topo de nossa lista de prioridades? Sim, na área de provedores de serviço, onde o negócio é simples: Estamos ficando sem uma fonte essencial (endereços) e devemos fazer algo sobre isso. Mas na maioria das empresas e provedores de conteúdo com os quais trabalho, essa urgência ainda não surgiu. Internamente, a maioria das empresas de rede continua a crescer usando endereços IPv4 privados por trás do IPv4-IPv6 Network Addresss Translation (NAT44) e, externamente os serviços acessíveis não crescem rápido o suficiente para que o IPv4 apresente uma falta de recursos de curto prazo.

Serviços acessíveis externamente estão por trás do caso para IPv6 em empresas e serviços de provedores de rede. Provedores de serviço, particularmente serviços de banda larga, logo milhares de clientes e pequenos escritórios receberão o serviço IPv6.

Há três alternativas para esses clientes IPv6 alcançarem conteúdo online e serviços:

  • O prestador do serviço de banda larga irá fornecer um sistema NAT centralizado (Large-Scale NAT, ou LSN) que permite ao usuário acessar conteúdo IPv4 usando endereço IPv4 privado.
  • A empresa vai levantar proxies IPv6 sobre os seus servidores IPv4.
  • Os serviços podem ser disponibilizados de forma nativa pelo IPv6.

Testes em laboratórios e alguma experiência de campo revelaram que proxies LSN e IPv6 irão afetar ou quebrar completamente alguns aplicativos. Se seus clientes tiverem algum problema com seu serviço online, não culparão seus provedores de serviços. Culparão vocês.

Portanto, o caso da área do IPv6 nas empresas e provedores de conteúdo não é a continuação de recursos de endereçamento, e sim a continuação da qualidade da experiência do cliente. Pode-se contornar por meio do provedor de serviço LSNs (completamente fora de controle) ou proxies IPv6 ou você pode ignorar essas soluções completamente, tornando seus serviços nativamente acessíveis por meio do IPv6.

Jeff Doyle criou ou ajudou na concepção de prestadores de serviços de redes large-scale IP pela América do Norte, Europa, Japão, Coréia, Singapura e da República Popular da China. Ele é um dos fundadores da Rocky Mountain IPv6 Task Force e é um IPv6 Forum Fellow.

Saiba mais:

Parte 1  – Especial IPv6: restam 64 milhões de endereços na AL 

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