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Huawei vende 1 milhão de modems e fatura US$ 1 bilhão

Fabricante vive o impasse de conseguir uma parceria com alguma operadora de celular para lançar aparelhos com marca própria

Publicado: 01/05/2026 às 17:09
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Huawei vende 1 milhão de modems e fatura US$ 1 bilhão
Construção civil — Foto: Reprodução

Este ano foi excepcional para a Huawei, fabricante chinesa de equipamentos para telecomunicações. A empresa vai atingir faturamento de US$ 1 bilhão no mercado brasileiro, um total 70% superior ao faturado no ano passado, de US$ 600 milhões, e mais que o triplo das vendas obtidas em 2006, de US$ 300 milhões.

Desempenho tão vigoroso decorre do momento do mercado, com a explosão da terceira geração (3G), segundo o diretor de marketing e soluções, Marcelo Motta.

As perspectivas para 2009 são positivas, apesar da crise. Se as operadoras mantiverem os investimentos deste ano, como têm sido dito, a Huawei planeja faturar até mais, porque além das estações radiobase, modems de terceira geração e de ADSL, a empresa pretende ingressar em outros segmentos, aproveitando que a oferta de banda larga abre um leque para novos serviços, como aqueles de valor agregado, plataformas de back tone (o cliente escolhe o som e baixa no seu celular) e outros.

No entanto, a possibilidade de as operadoras reduzirem investimentos por conta da crise mundial de crédito também está sendo considerada pela chinesa.

A fábrica que a empresa pretende construir no Estado do Espírito Santo é um bom exemplo. Tanto pode sair do papel como não, segundo Motta. “Desde que chegamos ao Brasil, em 2002, temos intenção de montar uma fábrica, mas sempre ficamos na dependência de haver demanda suficiente para justificar o investimento”, diz Motta sem precisar o valor do desembolso necessário. Enquanto não decide, a empresa utiliza o sistema de terceirização com a Flextronics, fugindo da taxação dos importados. É certo que os componentes têm forte conteúdo importado, mas fabricar localmente sempre reduz os impostos.

Alguns itens do portfólio da chinesa vão experimentar expansão em 2009, como os modems de terceira geração e as estações radiobase. No primeiro caso, a Huawei detém 70% do mercado, tendo vendido 1 milhão de modems no ano. Certamente o mercado continuará demandando, embora não esteja datado o lançamento da banda larga pré-paga, vista como a solução de universalização para o mercado brasileiro. Segundo o diretor de novos negócios Renato Ciuchini, da TIM, as operadoras somente poderão lançar o pré-pago quando o preço do modem baixar para US$ 50. Motta, da Huawei, diz que vai demorar para esse valor se tornar factível. O executivo disse que hoje o modem custa cerca de US$ 100 a US$ 200.

Com relação aos telefones celulares, a Huawei vive o impasse de conseguir uma parceria com alguma operadora, que lançaria os aparelhos com marca própria. Se decidir lançar sua marca, terá de fazer investimento em marketing e campanha publicitária pois hoje seu nome é conhecido das operadoras, não do público. E lançar celular sem campanha é suicídio, acredita Motta. Ele se referiu ao acordo fechado com a Vodafone, que lançou aparelhos com marca própria.

A Huawei atua no mundo inteiro e tem fábricas China, Rússia e Índia.

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