Avançar na chegada do 5G e deixar os Wi-Fi 5 para trás. Estes são os planos da MediaTek no próximo ano, não apenas para o Brasil, mas em toda a América Latina. Segundo dados da IDC, a empresa fechou 2025 com um salto de 39,2% no terceiro trimestre de 2024 para 49,2% de market share […]
Avançar na chegada do 5G e deixar os Wi-Fi 5 para trás. Estes são os planos da MediaTek no próximo ano, não apenas para o Brasil, mas em toda a América Latina. Segundo dados da IDC, a empresa fechou 2025 com um salto de 39,2% no terceiro trimestre de 2024 para 49,2% de market share no mercado brasileiro este ano. Já a participação na região latino-americana chegou a 52,7%.
Os resultados foram anunciados durante o encontro de fim de ano da companhia com a imprensa. O evento contou com a presença de Russ Mestechkin, vice-presidente adjunto de vendas e desenvolvimento de negócios da organização para Américas e Europa. Segundo o executivo, os avanços precisam ser comemorados, mas mostram também uma responsabilidade a ser mantida.
“Ser pioneiro traz muita responsabilidade. E queremos manter essa posição. Precisamos continuar conquistando negócios com nossos principais parceiros, como Xiaomi, Samsung e Motorola. E, francamente precisamos, liderar a transição do 4G para o 5G”, disse em entrevista ao IT Forum.
Para 2026, a ideia é avançar ainda mais a pauta do 5G no país, preparando o terreno para a chegada do 6G, no qual a MediaTek tem investido seus esforços para garantir a intersecção com a inteligência artificial (IA). Para Mestechkin, o 6G será a primeira tecnologia a integrar IA em sua própria rede, permitindo que o usuário seja rastreado em seus movimentos de um ponto à outro sem que perceba. Para isso, a companhia tem desenvolvido chips que permitem o processamento da tecnologia dentro dos próprios dispositivos, sem a necessidade de acessar a nuvem.
“A privacidade está se tornando um grande problema e uma grande vantagem competitiva, porque só Deus sabe o que pode acontecer com seus dados, certo? E nós temos esses dois objetivos conflitantes de uma comunicação rápida e nunca vista antes, e a necessidade de proteção.”
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Apesar de já ver os desafios presentes em um futuro próximo, o vice-presidente reforça que esta é uma transição feita aos poucos. O investimento feito hoje só será recuperado se, não só o Brasil, mas toda a América Latina, estiver pronta para receber o 6G no momento em que ele chegar, o que passa também por acelerar a chegada do Wi-fi 5 no país e educar mais o consumidor final.
“A transição não se resume apenas à velocidade de download, mas de gerenciar a interferência. A agregação de portas, desenvolvidas para o 5G, por exemplo, estão integradas ao Wi-Fi”, explica.
Neste sentido, a banda larga ganha grande destaque na estratégia da MediaTek para o ano que vem. No Brasil, Mestechkin conta que a mudança tem apresentado resistência devido a atual infraestrutura do país.
Se, nos EUA, o território para conectividade wireless ainda é vasto, no Brasil a atual estrutura de fibra óptica bem desenvolvida, combinada com a falta de letramento do consumidor final, dificulta os negócios. Além disso, o executivo vê como lenta a taxa de implantação do 5G nas pequenas comunidades rurais.
“Ninguém está discutindo que isso precisa mudar o mais rápido possível. O Wi-fi 5 está muito congestionado. Mas as pessoas ainda não entenderam que a mudança não vai trazer só uma internet mais rápida. E quando chegarmos ao Wi-Fi 7, essa necessidade se tornará insustentável”, enfatiza.
Ainda assim, diante dos resultados do ano, Mestechkin se vê otimista com os próximos anos. Em sua fala durante o evento, o vice-presidente reforçou o compromisso da MediaTek em aumentar o número de dispositivos móveis 5G no país e acredita que, com a educação dos usuários, o Brasil tem potencial para liderar esta transição nos próximos anos.
“A internet fixa sem fio ainda deve demorar um pouco na América Latina, principalmente porque ela realmente exige capacidade excedente na rede. Mas, acredito que essa transição está se acelerando e ainda há espaço para crescimento e para os consumidores migrarem para dispositivos mais capazes e de melhor qualidade.”
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