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Transição energética

Inteligência artificial vai acelerar movimento de transição energética, defende Shell

A inteligência artificial deve se tornar um elemento importante no esforço global de transição energética, atuando como base sistemas energéticos a partir da década de 2030. A adoção da IA vai reconfigurar a forma como energia é produzida, gerida e consumida, viabilizando soluções mais limpas e acessíveis. É o que defende a Shell em relatório […]

Publicado: 04/03/2026 às 18:16
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3 minutos
Inteligência artificial vai acelerar movimento de transição energética, defende Shell
Construção civil — Foto: Reprodução

A inteligência artificial deve se tornar um elemento importante no esforço global de transição energética, atuando como base sistemas energéticos a partir da década de 2030. A adoção da IA vai reconfigurar a forma como energia é produzida, gerida e consumida, viabilizando soluções mais limpas e acessíveis.

É o que defende a Shell em relatório apresentado na segunda-feira (25), o Cenários de Segurança Energética 2025: Energia e Inteligência Artificial. O estudo se baseia em três trajetórias possíveis para o futuro da energia global.

Segundo o estudo, tecnologias modulares otimizadas por IA estão substituindo projetos energéticos convencionais. Painéis solares, baterias, eletrolisadores de hidrogênio, bombas de calor e unidades de captura direta de carbono (DAC) estão sendo fabricados em escala, com custos reduzidos, e a eletrificação das economias está ganhando força. Sinais consistentes de uma transição energética já em curso, diz o relatório.

Veja também: OpenAI anuncia controles parentais no ChatGPT após processo judicial nos EUA

Durante evento de apresentação, o conselheiro-chefe para mudanças climáticas da Shell, David Hone, disse que a IA pode reconfigurar o sistema energético, e que o Brasil é um dos líderes do movimento para uma economia de baixo carbono.

“O Brasil aparece no centro desse movimento e, por ter uma matriz energética majoritariamente renovável e diversificada, pode liderar o mundo rumo à transição energética. Em 2055, o País já terá atingido emissões zero e estará em outro momento, removendo CO2 da atmosfera”, diz Hone.

O executivo se refere às tecnologias de remoção de carbono, como captura direta do ar, que deve ganhar relevância para mitigar emissões residuais. Nos cenários mais otimistas, o uso de combustíveis fósseis entra em declínio antes de 2035, e o sistema energético passa a ser progressivamente liderado por soluções mais limpas, conectadas e descentralizadas.

Embora o uso de petróleo e gás natural deva cair ao longo das próximas décadas, os cenários imaginados pela Shell no estudo indicam que essas fontes continuarão essenciais durante o período de transição. Haverá demanda por energia e necessidade de segurança energética especialmente para setores como aviação e transporte marítimo, por exemplo.

Mesmo nos cenários mais ambiciosos de descarbonização, os combustíveis fósseis ainda têm participação relevante até meados do século, o que significa uma transição “gradual e [que] exigirá múltiplas soluções simultâneas”.

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