ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
IBM
inteligência artificial
Michael J. Fox Foundation
Parkinson

IBM e Michael J. Fox Foundation usam IA para prever a progressão da doença de Parkinson

A Fundação do ator Michael J. Fox e a IBM anunciaram um marco importante para a pesquisa sobre a doença de Parkinson, que afeta mais de seis milhões de pessoas no mundo. Desde 2018 em parceria, com o objetivo de aplicar machine learning para promover avanços científicos na procura por tratamentos e cura para a […]

Publicado: 08/03/2026 às 01:56
Leitura
5 minutos
Michael J. Fox
Construção civil — Foto: Reprodução

A Fundação do ator Michael J. Fox e a IBM anunciaram um marco importante para a pesquisa sobre a doença de Parkinson, que afeta mais de seis milhões de pessoas no mundo. Desde 2018 em parceria, com o objetivo de aplicar machine learning para promover avanços científicos na procura por tratamentos e cura para a Parkinson, recentemente, os pesquisadores das duas organizações detalharam um novo modelo de inteligência artificial que agrupa padrões de sintomas típicos da doença de Parkinson.

O trabalho mais recente, “Descoberta dos estados da doença de Parkinson usando aprendizado de máquina e dados longitudinais”, publicado pela equipe da IBM com cientistas da Michael J. Fox Foundation (MJFF) na Lancet Digital Health, também prevê a progressão desses sintomas em termos de tempo e gravidade, aprendendo com o que é conhecido como dados longitudinais do paciente, ou seja, descrições do estado clínico de um paciente coletadas ao longo do tempo.

O objetivo é usar IA para apoiar o gerenciamento de pacientes e o design de estudos clínicos. A importância desse objetivo é atribuída ao fato de que, apesar da prevalência de Parkinson, os pacientes apresentam uma variedade única de sintomas, tanto motores quanto não motores.

Espera-se que o uso de machine learning para aprender com grandes quantidades de dados de pacientes forneça aos médicos e pesquisadores uma nova ferramenta para prever melhor a progressão notoriamente variável dos sintomas em pacientes individuais com Parkinson. Espera-se também que isso permita um melhor manejo e tratamento da doença, e que leve à possibilidade de identificar os melhores candidatos a ensaios clínicos mais específicos e eficazes.

O ator Michael J. Fox, que interpretou Marty McFly no icônico filme dos anos 1980 “De Volta para o Futuro”, anunciou que tinha a doença em 1998, sete anos depois de ser diagnosticado, aos 29 anos. Alguns anos depois, em 2000, Fox lançou a MJFF para Pesquisa de Parkinson. Desde então, a equipe de neurocientistas e estrategistas da MJFF tem trabalhado em estreita colaboração com pesquisadores de ciência e tecnologia, médicos, parceiros do setor e pacientes em todo o mundo para financiar as pesquisas mais promissoras para entender e encontrar melhores tratamentos para a doença.

Inteligência Artificial

Os resultados têm como precedente uma investigação publicada anteriormente. Esse trabalho se concentrou no desenvolvimento de um método para alguns dos desafios exclusivos das aplicações de saúde, incluindo a ativação de previsões personalizadas e a contabilização dos efeitos dos medicamentos nas medições dos sintomas. Desta vez, foram testados os métodos de IA com dados da Iniciativa de Marcadores de Progressão de Parkinson (PPMI).

A MJFF patrocina este estudo internacional e disponibiliza a pesquisadores seu conjunto de dados, um dos maiores do mundo sobre a doença de Parkinson, peça-chave para o sucesso em modelos de machine learning e vital para a viabilidade do modelo desenvolvido. O conjunto de dados serviu de entrada para a abordagem da tecnologia, fato que permitiu a descoberta de padrões complexos de sintomas e progressão.

Esse método usa até sete anos de dados de pacientes. Além disso, o modelo faz suposições a priori limitadas sobre as vias de progressão, em comparação com estudos anteriores. Os resultados sugerem que a condição de um paciente pode variar em diversos aspectos, como a capacidade de realizar as atividades diárias; problemas relacionados à lentidão motora, tremor e instabilidade postural, bem como sintomas não motores, incluindo depressão, ansiedade, deficiência cognitiva e distúrbios do sono.

Foi determinado que os resultados apoiam a hipótese de que existem várias vias de progressão, conforme indicado pelas muitas trajetórias de doença estudadas. No entanto, o modelo de IA contém a capacidade de fazer previsões precisas, sendo capaz de prever com sucesso um estágio avançado da doença associado a consequências como demência e incapacidade de andar sem assistência.

O modelo foi capaz de estimar com 80% de precisão se um paciente atingiria um determinado estado em dois anos. Além disso, ele foi capaz de fazer previsões sobre os padrões de sintomas típicos e sua progressão.

Devido à diversidade de experiências na doença de Parkinson, é esperado que, ao permitir tais previsões, o modelo possa ajudar no tratamento do paciente e fornecer critérios de inclusão e definições de resultados mais específicos durante o desenho do ensaio clínico.

Para o futuro, as organizações esperam refinar o modelo para fornecer uma caracterização ainda mais granular dos estados de doença, incorporando avaliações de biomarcadores emergentes, incluindo medições genômicas e de neuroimagem.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas