Empresa quer exportar 20% de sua produção para compensar ausência da divisão de celulares, vendida em 2005 para a BenQ.
Aumentar a participação das exportações de 10% para 20% do faturamento anual parece ser a saída da Siemens Brasil para retomar o equilíbrio financeiro este ano, após a venda de sua divisão de celulares para a BenQ no ano passado.
A unidade de terminais móveis representou 40% dos resultados da Siemens em telecomunicações, ou 1,4 milhão de reais. O segmento de telecomunicações faturou 3,5 bilhões de reais e correspondeu a 50% do faturamento total da empresa no País (cerca de 7 bilhões de reais) em 2005.
Com o revés da divisão de celulares, a empresa pode perder a primeira posição conquistada no mercado de comunicações em 2005, quando estava à frente das empresas Motorola e Ericsson. Este ano, deve cair para a segunda ou terceira posição, previu o vice-presidente da empresa, Aluizio Byrro, nesta terça-feira (07/03) durante a Telexpo 2006.
No ano passado, 10% da produção da Siemens Brasil, ou 250 milhões de reais, incluindo terminais móveis foram dedicados ao mercado externo. “Temos de substituir o faturamento que perdemos. Este ano pretendemos elevar as exportações para 20% [da produção]”, informou Byrro.
Centrais de comutação, estações radiobase (ERBs), modems ADSL e software estão entre os itens exportados pela empresa, sendo este último responsável por 20 milhões de dólares dólares exportados no ano passado.
A estratégia voltada ao mercado externo ainda enfrenta a barreira cambial. Byrro admitiu que o valor do dólar no patamar atual já é preocupante e pode representar redução de custos na subsidiária.
Serviços
A área de serviços de comunicações também é um dos focos da empresa. O faturamento da divisão gerava 35% do resultado da Siemens em telecomunicações (1,2 milhão de reais) e o objetivo é chegar a 50%, tendo um crescimento de 25% ao ano, segundo o vice-presidente.
Ainda por conta da venda da área de celulares, a Siemens planeja a mighração de sua área Modulos Wireless da fábrica de Manaus (AM) para a de Curitiba (PR) ainda este mês, além de inicior a produção de multiplexadores DSLAN – para oferta de acesso em banda larga pelas operadoras – em Curitiba.
Entre as investidas tecnológicas da empresa este ano destacam-se equipamentos triple play, soluções para IPTV e WiMax. Esta última já em testes pelas operadoras Embratel e Brasil Telecom. Além disso, a empresa mantém um centro de desenvolvimento para TV Digital. Independente do padrão aprovado no Brasil, a Siemens tem exportado softwares no sistema europeu para a Alemanha.