A companhia afirmou que a decisão da Coréia foi ainda pior do que a européia e que inviabiliza a atuação no país.
A Microsoft registrou na segunda-feira (27/03) uma apelação na Suprema Corte de Seul, na Coréia do Sul, tentando reverter uma decisão de antitruste do país que inclui a ordem de vender versões do sistema operacional Windows sem o Media Player e o software de mensagem instantânea.
“A apelação é um processo que busca a revogação da decisão da Comissão de Comércio da Coréia”, disse a Microsoft em uma declaração. A companhia disse que não violou as regras do país e solicitou que a decisão fosse formalmente revista.
Em dezembro, a Comissão de Comércio da Coréia do Sul multou a Microsoft em 33 bilhões de wons (34 milhões de dólares) e ordenou uma série de medidas, incluindo a oferta de duas versões do Windows no país, uma delas sem o Media Player e o Windows Messenger, e outra com links para sites de concorrentes.
“A restrição imposta pela Comissão é mais extrema que a da Comissão Européia. Ao contrário da Europa, a Microsoft não poderia mais oferecer na Coréia a versão do Windows existente no resto do mundo”, disse a Microsoft.
A companhia acrescentou que a decisão da Coréia criaria “complexidades” para os fabricantes de software e hardware da Coréia e deterioraria sua competitividade no mercado global.
A decisão da Comissão de Comércio da Coreía sucedeu uma investigação de 21 meses das práticas da Microsoft no país e foi motivada pela reclamação de 2001, do portal de internet Daum Communications, que oferece mensagem instantânea, e por uma ação separada da RealNetworks, ligada a software de áudio e vídeo, de 2004.
A Microsoft fez uma acordo de 30 milhões de dólares com a Daum e pagou à Real 761 milhões de dólares, mas a Comissão optou por manter sua própria investigação assim mesmo.