Avaliação é de Eduardo Tude, do Teleco, que diz que é cedo para prever impacto do negócio no mercado local, assim como o Yankee.
Ainda é cedo para avaliar o impacto local da fusão da Alcatel com a Lucent, anunciada no domingo (02/04), de acordo com analistas brasileiros do Yankee Group e do Teleco.
De acordo com os especialistas no mercado de telecomunicações Luis Minoru, country manager do Yankee Group no País, e Eduardo Tude, presidente do Teleco, projeções sobre a repercussão da fusão no mercado brasileiro dependem da divulgação de diretrizes pelas subsidiárias brasileiras das empresas – que, por enquanto, não comentam o anúncio.
Tude acredita, no entanto, que a atuação das empresas é complementar e não deve haver sobreposição das bases de clientes no País. “A Lucent tem forte presença em CDMA, enquanto a Alcatel atua em GSM”, explica o analista.
Para ele, a fusão das duas companhias reflete um momento de consolidação na área de telecomunicações, pressionada pelos altos custos para investimento em desenvolvimento e pela entrada de novos competidores chineses no mercado, com preços agressivos.
“Esta deve ser a primeira de outras fusões no setor”, acredita Tude, citando Siemens e Nortel como possíveis candidatas a movimentos similares.
Mercado brasileiro
Sediada em São Paulo, a Alcatel está presente no Brasil desde 1989 e conta com 2,8 mil funcionários no País. Já a subsidiária brasileira da Lucent – com sede em Campinas – tem nove anos de existência e emprega cerca de 700 funcionários, o que dá às empresas um quadro combinado de 3,5 mil empregados.
Em 2004, a Alcatel registrou vendas líquidas de 931 milhões de reais (dados de 2005 não disponíveis). A Lucent não divulga seus resultados no País.
Entre os clientes em comum das duas empresas estão Vivo, Brasil Telecom, Telemar, Telefônica.
A Lucent atende ainda as operadoras Vésper e CTBC e tem entre seus clientes corporativos Diveo, Eletropaulo Telecom e Comsat.
Já Alcatel presta serviços à Oi, Claro, Tim e atende companhias como Furnas, CEF, Petrobras, Suzano, Banco Central, Carrefour, Saint Gobain, Itaú, Bradesco, entre outros.