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Uma multinacional gaúcha

Do Rio Grande do Sul, onde dirigiu a Procergs e foi secretário estadual da Fazenda, Flávio Sehn coordenou o projeto de criação da Edisa Informática, embrião da HP Brasil, dirigida por ele entre 1989 e 1998.

Publicado: 24/03/2026 às 09:35
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Uma multinacional gaúcha
Construção civil — Foto: Reprodução

Em janeiro de 1970, Flávio Sehn foi convidado a colocar em ordem os processos administrativos da Procergs (Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul). O sucesso na tarefa o levou, três anos mais tarde, à diretoria da organização. No mesmo período, o governo militar criava a reserva do mercado de informática para empresas brasileiras e, em 1974, a SEI (Secretaria Especial de Informática, sucessora da Capre) aprovava os primeiros projetos de fabricação local de computadores.

Foi um sinal para Sehn que, em 1977, com apoio de bancos regionais, coordenou a iniciativa acadêmica e empresarial de criação da Edisa. A nova empresa recebia o apoio de Sehn, que permaneceu à frente da Procergs até 1979, quando assumiu a Secretaria Estadual da Fazenda do Rio Grande do Sul, onde ficou até 1983. Naquele ano o executivo aposentou-se do funcionalismo e, contrariando a lógica, uniu-se ao grupo Iochpe, então controlador da Edisa Informática, que logo recebeu participação da HP.
Como a SEI impedia joint-ventures controladas por empresas estrangeiras, a multinacional mantinha um pé no grupo por meio de debêntures. Em 1989, as duas companhias, mais a Tesis Informática, fundiram suas operações, dando origem à Edisa Hewlett-Packard, com Sehn no comando da operação.

A reserva caiu em 1992 e a HP assumiu integralmente o controle da companhia, criando, enfim, a HP Brasil. Sehn comandou todo o processo, e a subsidiária, até 1998. Na ocasião, aos 65 anos e enfrentando problemas cardíacos, ele entendeu que não havia como manter o ritmo. “Era chegada a hora de pendurar as chuteiras. Ou eu me dedicava totalmente, o que era impossível, ou eu saía”, recorda.

Flávio Sehn passou o bastão para Carlos Ribeiro, atual presidente da empresa, e voltou para o Rio Grande do Sul, onde abriu uma consultoria. Mas o casamento com a área de TI acabou logo. Atualmente Sehn dedica-se a projetos de reflorestamento na serra gaúcha, acompanhando apenas de longe o que se passa no universo dos bits e bytes, para o bem de sua saúde.

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