A Aliança de Softwares Corporativos dobrou a quantia da recompensa para empregados que avisem sobre uso de aplicações sem licença.
A Aliança de Softwares Corporativos (BSA, em inglês) dobrou a recompensa oferecida para que empregados denunciem empresas pelo uso sem autorização de software, para cerca de 35 mil dólares.
Em 2000, o grupo começou a oferecer uma recompensa na metade do valor para tais denúncias. O novo limite estará em vigência até o final de junho, e poderá ter seu limite aumentado a qualquer hora, já que companhias como a Microsoft estão fechando o cerco em usuários para garantir que qualquer potencial de faturamento por licenças mão seja perdido.
A Microsoft, por exemplo, está gradualmente expandindo um programa chamado Windows Genuine Advantage, que bloqueia usuários de receber muitas das atualizações de softwares a não ser que concordem com as regras de licenciamento.
A companhia recentemente disse que usaria o Windows Automatic Updates para instalar um programa WGA em milhões de desktops, que mostrará alertas até que o usuário pirata compre uma cópia legítima.
A Aliança afirma que muitas empresas ainda pensam que podem “se safar do cerco” e cita uma pesquisa do IDC em que 27% dos softwares usados em empresas britânicas não são corretamente licenciados.
“Ao dobrar os incentivos para informantes, nós também estamos dobrando o risco de empreendedores serem pegos”, disse Siobhan Carroll, o diretor regional da Aliança para o Norte da Europa, em um comunicado. “Esperamos que a ação torne o licenciamento de software uma prioridade alta”.
A BSA programou a nova recompensa para coincidir com o anúncio do recebimento bônus e aumentos de salários por muitas empresas britânicas, um fator que pode se aproveitar do risco de empregados insatisfeitos com a nova remuneração.
De acordo com a BSA, estudo da YouGov diz que 27% dos empregados declararam que grandes aumentos de salário ou rendimentos muitos baixos podem ser decisivos nas denúncias.
Ainda mais usuários (65%) disseram que considerariam denunciar suas companhias se sentissem que o empregador os tratou de forma injusta, descobriu o YouGov. A pesquisa indicou também que 64% dos empregados denunciariam atividades de licenciamento impróprias se fosse levantado um alarme interno, mas suas opiniões fossem ignoradas.