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No encalço das tecnologias móveis

Fabricantes unem-se em iniciativas para popularizar tecnologias como o WiMax no mercado brasileiro, de olho nas boas perspectivas de vendas.

Publicado: 25/03/2026 às 03:56
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No encalço das tecnologias móveis
Construção civil — Foto: Reprodução

Empenhados em garantir uma fatia significativa do mercado destinado às tecnologias móveis – como o WiMax, que promete movimentar algo em torno de 1,6 bilhão de dólares até 2009, segundo o instituto Infonetics Research – fabricantes de soluções de TI e comunicações parecem já ter ingressado em um período de “ataque em massa” para tentar conquistar consumidores. Uma das primeiras iniciativas nesse sentido pôde ser observada na última semana de março, quando 43 fornecedores, encabeçados pela Intel, envolveram-se em uma onda agressiva de ações durante a “Semana da Mobilidade”, que teve desde palestras até lançamento de produtos em várias regiões do País.

Apesar de o discurso vendedor ainda ser moderado – uma vez que as empresas preferem enfatizar a popularização das tecnologias – as expectativas em torno de um crescimento exponencial das vendas são nítidas. “Sem dúvida, o pano de fundo é uma campanha de marketing que tem o objetivo de que os usuários entendam melhor o funcionamento das tecnologias e ao final, adquiram os equipamentos”, aponta Ronaldo Miranda, diretor de mobilidade digital e comunicações da Intel para a América Latina. A grande aposta dos fornecedores na decolagem das tecnologias móveis de acesso a dados também pode ser traduzida em números. Segundo estimativas da Intel, citando empresas de pesquisa, o Brasil consumiu no ano passado 300 mil notebooks e a previsão é que este número dobre em 2006. “Hoje, de cada 10 notebooks vendidos no mercado brasileiro, 70% têm conexão ou possibilidade de se conectar à internet sem fio. Esperamos que até o final de 2006 o número chegue a 90%, complementa Miranda.

Nem mesmo a ausência de uma regulamentação específica para o sistema WiMax móvel parece abalar os fornecedores. Apesar do compasso de espera que vive o mercado de comunicações em torno do leilão para as freqüências móveis – hoje só estão licenciados pela Anatel os serviços fixos nas faixas 2,5 GHz, 3,5 Ghz e na 5,8 Ghz (livre) – as empresas acreditam que já seja possível emplacar soluções. “Óbvio que, com o leilão, virão mais provedores de serviços, que terão oportunidade de implementar novas redes. Mas mesmo assim, a onda WiMax já está andando”, diz o executivo.

Marcelo Rodrigues, diretor de marketing e produtos da Diveo Brasil, vê entre os principais potenciais consumidores da tecnologia no âmbito corporativo as pequenas e médias empresas, e acredita que o WiMax permitirá elevar em cerca de 20% sua carteira de clientes, hoje recheada com 1,5 mil nomes. Já Maurício Coutinho, presidente da Neovia, acredita que a tendência é o WiMax seguir os passos da tecnologia Wi-Fi em termos de popularização. “Olhando para a tecnologia Wi-Fi podemos dizer que ela já deu certo por dois motivos: um porque com o Wi-Fi Alliance todos os fabricantes concordaram em criar um padrão e produzir equipamentos que conversassem entre si; segunda razão é que a tecnologia ficou mais barata. O WiMax está nesse caminho”, complementa. Tamanha é a aposta da companhia na tecnologia WiMax que a Neovia foi a primeira empresa brasileira a integrar o WiMax Fórum, associação que tem como principal objetivo desenvolver um padrão de tecnologia sem fio para banda larga.

Apesar das boas perspectivas, entretanto, os fornecedores permanecem realistas. Acreditam que embora seja possível encontrar soluções palpáveis de WiMax fixo ou nomático – por meio de antenas transportáveis – já neste ano, a experiência real de banda larga sem fio não deverá se tornar realidade antes de 2008 ou 2009. “Não estamos achando que o Brasil vai acordar com banda larga sem fio de um dia para o outro. Precisa-se de investimento e retorno para a tecnologia poder deslanchar, mas a tendência é que, de agora para frente, o sistema só cresça”, diz Miranda, da Intel.

Na briga pela liderança
Aos olhos dos analistas de mercado, os esforços dos fabricantes para popularizar as tecnologias móveis são, além de válidos, necessários. “Um grande problema no Brasil ainda diz respeito à educação do próprio usuário. Muita gente, de todas as esferas, seja do nível corporativo ou o usuário final, ouve falar em 3G e WiMax, por exemplo, sem saber realmente o que é”, aponta Brendan Conroy, analista sênior de telecomunicações da IDC Brasil. Na visão do executivo, entretanto, mais do que realizar ações de popularização das tecnologias, os fabricantes ainda terão como desafio para os próximos meses lidar com o duelo entre o próprio WiMax com os emergentes sistemas de terceira geração. A batalha deverá apontar qual tecnologia conseguirá se firmar como padrão eficiente para transmissão de dados em com capacidade para uso móvel. “Na Austrália e Europa, 3G vence a disputa porque tem penetração de infra-estrutura. Mas como WiMax é uma solução mais barata”, comenta. Disputas a parte, a verdade é que o mercado brasileiro de TI e comunicações ingressa em uma fase de intensificação do debate em torno da mobilidade. Caberá ao consumidor discernir qual a melhor solução para não embarcar simplesmente em mais uma onda vendedora.

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