De acordo com o Sindicato das Indústrias Baianas de Aparelhos Elétricos, Eletroeletrônicos das empresas de Ilhéus e Itabuna(SINEC), a burocracia do governo na liberação das importações é o grande responsável pela paralisação das indústrias da região.
De acordo com o Sindicato das Indústrias Baianas de Aparelhos Elétricos, Eletroeletrônicos das empresas de Ilhéus e Itabuna(SINEC), a burocracia do governo na liberação das importações é o grande responsável pela paralisação das indústrias da região.
"Desde que o Governo dediciu que eram necessárias a liberação das importações para teclados, HDs, teclados e processadores, em 8 de novembro, os fabricantes viram suas rotinas modificadas. A burocracia do Governo é lenta e a liberação também. Em função disso, há três semanas não há produção no Pólo", avisa Hamilton Vita, presidente do SINEC.
Vita diz que a liberação de uma importação de componentes está levando, em média, 20 dias, quando antes, era possivel trazer componentes praticamente em 48 horas. Como não há estoque – em função da alta do dólar e da demanda mais baixa do mercado – a demora na liberação determinou a falta de componentes essenciais para a produção.
"Já conversamos com o Departamento de Operações de Comércio Exterior(DECEX) do Ministério dos Desenvolvimento para tentar agilizar o processo. Mas, o governo precisa também rever suas tabelas. Os preços da lista governamental estão defasados", observa o presidente do SINEC.
Segundo ele, ainda não ocorreram demissões no Pólo Tecnológico de Ilhéus, mas se não houver uma mudança nos procedimentos, elas podem acontecer. "Não somos em nenhum momento contra a fiscalização. Ela tem que ser feita para evitar que o mercado cinza permaneça como líder absoluto do mercado, mas é preciso também que o rigor não prejudique quem trabalha corretamente", finaliza Vita.
O Pólo Tecnológico de Ilhéus foi criado pelo Governo da Bahia para fomentar a manufatura de eletroeletrônicos na Região Nordeste. Os fabricantes recebem incentivos Estaduais e Municipais.