O videofone, que agrega voz, dados e imagens, será o carro-chefe da família de produtos para a plataforma de nova geração, adquirida junto à Nortel. Suíte de produtos está prevista para março. GVT fará teste-pilotos com corporações.
A GVT, empresa-espelho da Brasil Telecom na região Centro Sul, planeja lançar, em janeiro, o serviço videofone, baseado na plataforma de nova geração (NGN), adquirida junto à Nortel Networks. Este será o primeiro produto comercial baseado na tecnologia de comutação de pacotes ofertado no Brasil.
O videofone, que agrega voz,dados e imagens em banda larga, será o carro-chefe da família de produtos desenvolvidos para a NGN, mas ainda não tem o seu valor de mercado definido pela operadora, revela o diretor de Marketing da GVT, Rodrigo Ditterman.
Segundo ele, num primeiro momento, a expectativa da operadora é a de vender cerca de 5.000 licenças do videofone até o final de 2003. O serviço estará disponível nas cidades de Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Goiânia, Maringá, Londrina, Caxias do Sul, Cuiabá, Florianopólis, Gravataí, Joinville e São Paulo.
Para o segundo semestre do ano que vem, a operadora planeja estender o serviço para as cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O lançamento da família de produtos NGN está previsto para março.
"Até lá vamos fazer testes na nossa própria rede corporativa e também buscar clientes empresariais que aceitem participar da iniciativa", revela Ditterman.
Segundo Cícero Olivieri, diretor de planejamento e operação da GVT, lembra que a rede NGN não trará benefício apenas para os clientes que poderão integrar serviços, mas também reduzirá o custo de manutenção da infra-estrutura por parte da própria operadora. A redução estimada é de 30%.
Cássio Garcia, diretor de redes NGN da Nortel Networks do Brasil, diz que a produção local de gateways para a nova geração está condicionada à demanda do mercado brasileiro. O executivo lembra que a solução é baseada no Passaport, equipamento que teve produção local iniciada no primeiro semestre deste ano. "Parte então dos equipamentos já está em processo de nacionalização. Mas, temos que aguardar a demanda", observa.