Posicionada como uma empresa de soluções completas em TI, a Silicon Graphics avança no setor petroquímico e consegue bons resultados com a linha Altix, baseada no sistema operacional de código aberto.
Ricardo Cesar
Assim como para quase todos os fornecedores de TI, o ano de 2003 não foi fácil para a Silicon Graphics (SGI) na América Latina. Alguns dos setores-chave para a empresa governo e defesa, mídia, manufatura e ciência compraram particularmente pouco. Ainda assim, a SGI afirma que crescerá acima de 30% na região este ano, graças sobretudo ao setor de energia (óleo e gás).
No Brasil, que deve apresentar um crescimento em linha com o restante da região, os negócios foram impulsionados pela Petrobrás, que utiliza as máquinas de alta performance da SGI para descobrir e explorar de forma mais eficiente campos de petróleo.
Na exploração de uma nova reserva, por exemplo, as análises computacionais permitem reduzir significativamente o número de poços que precisam ser perfurados. O custo de cada poço fica entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões, o que justifica o investimento.
As soluções da SGI também são empregadas para monitorar equipamentos das plataformas e fluxo de navios, além de garantir a segurança das instalações.
Nossos negócios na área de oil and gas têm crescido mais de 100% ao ano em países como Venezuela, México e Brasil, afirma José Carlos Gouveia, gerente-geral da SGI para a América Latina.
Segundo o executivo, os resultados positivos na região podem ser creditados ao posicionamento da empresa, que se coloca como uma fornecedora completa de soluções de tecnologia. Isso inclui auxílio no desenho do projeto, consultoria, serviços, software e hardware.
Outro ponto alto é a linha Altix, munida de processadores Itanium de 64 bits da Intel e rodando o sistema operacional Linux. Lançada no início do ano, a linha possui diversas tecnologias que garantem ganhos de performance, como a Numa Flex, que permite acesso não-uniforme à memória.
As máquinas Altix são de alta performance e desenhadas para funcionar em cluster, que consiste em interligar diversos computadores (chamados de nós) para que o poder de processamento combinado seja utilizado em uma tarefa específica. No caso do Altix, cada nó pode ter até 64 processadores. Gouveia afirma que fechará o ano com quatro ou cinco sistemas desse tipo vendidos no Brasil.