Companhia aposta na unificação das tecnologias SAS(Storage Area Network) e NAS(Network Attached Storage) numa linha de produtos para assegurar o seu papel no acirrado mercado de armazenamento. No Brasil, na contramão do mercado, subsidiária diz que não teve nenhum negócio adiado em função da crise.
O mercado de armazenamento (storage) está cada vez mais disputado. Para assegurar o seu papel nesse embate, a Network Appliance lançou, nesta quarta-feira, 1, a sua primeira linha de produtos unificando as tecnologias SAN (Storage Area Network) e NAS (Network Attached Storage); ampliou parcerias com empresas como Oracle, Veritas e Brocade e reforçou o seu carro-chefe, a série FAS900.
É um momento importante para unificar tecnologias e, de fato, apresentar redução de custos para as corporações. Infra-estrutura ainda terá investimentos, tanto é assim, que as gigantes da área de informática estão brigando neste segmento. Mas, é preciso foco, atesta o country manager da subsidiária brasileira da Network Appliance, Mauro Figueiredo.
Segundo ele, a decisão da companhia de apostar na tecnologia SAN até então, a Network Appliance focava seus produtos na linha NAS será um facilitador a mais aqui no Brasil, já que cada vez mais a área de informática é reduzida e não há o interesse de alocar funcionários para o gerenciamento de ambientes complexos.
Como nossos produtos falam com qualquer ambiente, podemos agora, ofertar um único produto capaz de tratar o armazenamento em redes nos modelos SAN e/ou NAS. Esse diferencial será um fator importante, comemora ainda o executivo.
A presença cada vez maior de empresas como SUN Microsystems, IBM, HP no mercado de armazenamento não assusta. Segundo Figueiredo, essas companhias não têm o armazenamento como foco principal, e sim, como uma linha a mais de negócios. Em função disso, as alianças comerciais terminam sendo a melhor opção. Trabalhamos assim com a IBM, exemplifica.
Na contramão da maior parte das empresas, a subsidiária nacional da Network Appliance mantém a sua previsão de crescimento de 20% para o exercício fiscal de 2003, que se encerra em maio.
Não tivemos um único negócio postergado em função da crise cambial ou econômica. A questão é: infra-estrutura é base dos negócios. Então, quem tem solução que apresenta, de fato, retorno de investimentos, não perde contrato, sentencia o executivo.
Nos últimos meses, lembra Figueiredo, a Network Appliance fechou contratos importantes como o da aceleração do serviço ADSL(Assymetric Digital Subscriber Line) da Telefônica e a expansão de serviços na Petrobras. Temos na estatal, mais de 100 Terabytes armazenados nas nossas soluções, finaliza.