Nova fábrica no interior de São Paulo faz parte da reorganização da empresa que também aumentará a produção de HDDs, fabricará de TVs de plasma e criará dois centros de P&D no Brasil.
Nesta quarta-feira (12/11), a Samsung Electronics anunciou o realinhamento de suas unidades de negócios, que envolve a transferência de sua fábrica de celulares de Manaus (AM) para Campinas, no interior de São Paulo, a ampliação das linhas de produção de eletrônicos e informática em Manaus e a instalação do Instituto de Tecnologia Avançada nas duas regiões.
A desativação da fábrica de Manaus e o início da produção de celulares em Campinas já ocorre no início de 2004. De acordo com Seung Woo Choi, presidente da Samsung Eletrônica na América Latina, a mudança se deve especialmente à proximidade com o mercado consumidor potencial da Samsung e à facilidade para exportações.
O executivo garantiu que todos os 300 funcionários que atuam na manufatura de celulares em Manaus serão realocados para as novas linhas de produção criadas com o aumento da capacidade de manufatura desta unidade.
Localizada na antiga fábrica de cabos da Lucent, que depois pertenceu à Furukawa, a nova planta da Samsung, em Campinas, contará com 300 funcionários e deve dobrar o volume de produção de terminais de 1,5 milhão, atualmente, para 3 milhões, bem como elevar o porcentual exportado dos atuais 5% para 30% em dois anos.
A unidade permitirá em curto prazo a ampliação de 30% da capacidade instalada hoje em Manaus, onde também poderá instalar a futura linha de equipamentos de infra-estrutura para redes móveis com a tecnologia CDMA, que planeja inaugurar no Brasil.
Investimentos
Os projetos demandarão um investimento total de US$ 120 milhões até 2005, sendo US$ 100 milhões dedicados à nova fábrica de celulares e ao Instituto de Tecnologia Avançada, que será o primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento de aplicativos, sistemas e equipamentos da empresa na América Latina.
Os US$ 20 milhões restantes serão destinados ao aumento da produção de HDDs (discos rígidos) em Manaus, onde também se inicia a manufatura de TVs de plasma.
Com a ampliação, o volume de HDDs fabricados pela Samsung deve saltar dos atuais 1,5 milhão de unidades por ano para 4 milhões, até o final de 2005, correspondendo a 25% do volume de produção global da empresa em discos rígidos. Nos próximos dois anos, a unidade brasileira espera elevar as exportações desta linha dos atuais 10% pata 25%, com foco no mercado latino-americano.
Ainda em Manaus, a Samsung planeja elevar do número de produtos de informáica produzidos nesta planta, tais como impressoras e discos ópticos até 2005. Neste mesmo período, a empresa também planeja lançar produtos de linha branca como refrigeradores, lavadoras e condicionadores de ar.
O Instituto de Tecnologia Avançada de Manaus, que entra em operação em dezembro, concentrará o desenvolvimento de softwares de interatividade e conteúdo para TV digital, assim como set-top box. A unidade de São Paulo será voltada ao desenvolvimento de softwares e aplicativos para telefonia móvel, a partir do início de 2004. Juntas, as duas unidades gerarão 100 empregos, informa a Samsung.
Em 2002, a empresa faturou US$ 49,6 bilhões, lucrou US$ 5,9 bilhões, mundialmente, e investiu US$ 2,45 bilhões em pesquisa, nos 13 centros espalhados pelo mundo.
Em 2003, as vendas da Samsung no Brasil geraram cerca de US$ 500 milhões, com crescimento de 35% em relação ao exercício anterior. A empresa espera elevar suas vendas em 30% ao ano em 2004 e 2005.