Contratada pela Telespazio do Brasil, empresa de serviços de satélite do grupo Telecom Itália, como fornecedora da capacidade no País, a PanAmSat firma sua presença na área de banda C e KU. "O mercado brasileiro é essencial e vamos brigar", afirmou Eduardo Miccolis, diretor da subsidiária brasileira.
Com o contrato selado com a Telespazio Brasil para o provimento de serviços através da capacidade do satélite PAS-IR, que orbita em cima da Região do Oceano Atlântico, a PanAmSat reforça o seu interesse em tornar-se um dos players da área de satélite no País.
"Estamos investindo para cada vez mais ganharmos presença aqui. Oferecemos uma cobertura global e esse será o nosso diferencial de atuação", informa o diretor da PanAmSat do Brasil, Eduardo Miccolis.
Ele admite que planeja participar da licitação de satélite que a Anatel está retomando, mas em parceria com empresas nacionais. "Queremos conversar sobre o tema", afirma, sem revelar maiores detalhes.
Com relação à concorrência, Miccolis admite que há fornecedores em excesso no mercado nacional, e que dentro de no máximo dois anos, haverá uma consolidação. Na visão do executivo, deverão ficar de quatro a cinco no máximo.
"As empresas menores deverão ser incorporadas. É um mercado que requer muito investimento, mas tem um amplo negócio pela frente, principalmente, com a banda KU e com banda larga", observa. A possibilidade de disputar o segmento com a Star One, empresa da Embratel que praticamente controla o mercado nacional, Miccolis diz que cada uma tem o seu perfil. ´"A Star One tem satélites com cobertura no Brasil. Nós, atuamos no mundo todo. Então, há perfis distintos.
A cobertura do mercado brasileiro é feita pelo PAS-IR, satélite Boeing 702, estacionado a 45 graus de longitude a oeste. Ele utiliza 72 transponders – 36 de banda C e 36 de banda KU – para o provimento de transmissão de vídeo, dados e internet banda larga nas Américas, região do Caribe, Europa e África.