ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

WorldCom: maior quebra corporativa dos EUA

De acordo com o The Wall Street Journal, o pedido de concordata da WorldCom é o maior da história norte-americana. A empresa tem 20 milhões de usuários dos seus serviços e assegura que manterá a operação funcionando durante a reestruturação.

Publicado: 12/03/2026 às 15:46
Leitura
3 minutos
WorldCom: maior quebra corporativa dos EUA
Construção civil — Foto: Reprodução

A gigante das telecomunicações WorldCom Inc. pediu neste domingo, 21, proteção sob o código de falência conhecido como Chapter 11, informou o Wall Street Journal. A operadora, que mantém mais de mil usuários corporativos, assegura que a manutenção dos serviços para seus usuários. A WorldCom é a segunda maior operadora de longa distância dos EUA.

Em um comunicado à corte de falências do Estado de Nova Iorque, a companhia disse acreditar que essa é a melhor alternativa para seus interesses, credores, empregados e outras partes interessadas.

A empresa é considerada como a maior quebra em toda a história corporativa norte-americana. A WorldCom possui bens avaliados em US$100 bilhões e mais de mil credores. O débito estimado da empresa é de US$32.8 bilhões. Há, além disso, cerca de 20 milhões de usuários dos seus serviços.

O código Chapter 11 tenta construir um plano para que a empresa concordatária salde suas dívidas com os credores, ao mesmo tempo em que fica protegida das empresas para as quais deve. Essa medida preventiva também dá acesso a US$2 bilhões, por meio de um sistema que funciona como um seguro para financiamento — US$ 750 milhões já foram obtidos de instituições financeiras norte-americanas.

A proteção alcançada pela corte norte-americana tem por objetivo reestruturar seus débitos, vender os bens desnecessários e dar atenção aos negócios principais da companhia para que a mesma consiga se reerguer da falência.

O pedido de falência da WorldCom estava sendo esperado pelo mercado. A companhia tinha valor estimado de US$120 bilhões, no seu apogeu em 1999. Na semana passada a capitalização da WorldCom no mercado caiu US$280 milhões, também segundo o jornal norte-americano.

Mesmo tendo pedido concordata, a WorldCom vai continuar conduzindo seus negócios, enquanto desenvolve um plano de reorganização baseado no Chapter 11.

A proteção já solicitada inclui as subsidiárias nos Estados Unidos, e não engloba os países fora daquele país. Entre as empresas ligadas à WorldCom estão a UUNet Technologies e a MCI Communications Corp.

John Sidgmore, presidente e CEO, disse que a companhia vai utilizar esse tempo para se reorganizar, ganhar saúde financeira e foco, tentando sair da proteção do Chapter 11 o mais rápido possível.

Algumas dificuldades da WorldCom, mesmo estando protegida pelo Chapter 11, são:

<li> a descoberta de irregularidades totalizando US$3.85 billion;

<li> uma ação movida pela Securities and Exchange Commission (SEC), relatando as incorreções nas parte financeira, acusando a companhia de fraude e pedindo à Justiça que não permita a destruição de documentos que podem ser utilizados para provar a fraude e

<li> uma investigação pedida pelas instituições de energia e comércio dos Estados Unidos.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas