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Web services próximo da maturidade

O período de “hype” já passou e os diretores de tecnologia estão aprendendo onde e quando empregar o Web services. Próxima fase, que deve ganhar impulso só depois de 2004, será de uso da tecnologia para a integração com um maior número de parceiros comerciais.

Publicado: 20/03/2026 às 21:27
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Web services próximo da maturidade
Construção civil — Foto: Reprodução


Ricardo Cesar

Durante o seminário “Web services”, evento realizado pela IDG Worldwide Seminars, que ocorre hoje (12/06) em São Paulo, uma tendência ficou clara: Web services está a poucos passos de entrar em um fase de maturidade. Embora ainda haja um longo caminho até se firmar em todo o mercado, as empresas líderes em seus setores já investem na tecnologia.


Em um estudo de curva de adoção de Web services, o Gartner estima que a tecnologia, que começou a chamar a atenção do mercado internacional entre 1999 e 2000, deixou para trás o período de “hype” (excesso de expectativa) e, este ano, está superando a fase de “desilusão” que sempre se segue ao período de euforia.


A partir de 2004, a tecnologia deve encontrar seu ponto de equilíbrio, quando os diretores de tecnologia sabem em que situação usar Web services e quais os resultados que serão obtidos. Isso, no entanto, aplica-se à fase de Web services internos, que integram diferentes sistemas dentro de uma mesma empresa.


Logo depois, os Web services ganharão espaço na conexão de empresas com seus parceiros comerciais mais importantes. A última fase – a emergência dos Web services como base para novos modelos de negócios – só começará a se manifestar após 2006.


O gerente de negócios da Mind – UniOne, Fabio Dal Colletto, afirma que a próxima fase dos Web services será a de “coreografia”, que é definida como a conexão de vários Web services para definir um processo de negócios mais complexo. “Esta será a forma de cruzar a fronteira das organizações, ajudando diferentes empresas a se conectar sem as complexidades das linguagens proprietárias.”


O que ocorre hoje


Atualmente, no entanto, o conhecimento da tecnologia está apenas se consolidando. “Estamos entrando em um ponto em que essas tecnologias estão sendo colocadas em seu lugar e o escopo de uso de Web services ficará mais bem definido”, disse Edson Feitosa, presidente do Comitê de Documentação Eletrônica e Conectividade da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e técnico da Petrobras.


Até que isso se torne lugar-comum no mercado, no entanto, diversos obstáculos terão de ser superados. Citando um estudo da PricewaterhouseCoopers, Feitosa afirma que pelo menos até 2004 os Web services serão empregados internamente ou na conexão com os parceiros comerciais de maior confiança. Dados de 2002 do Gartner Dataquest mostram que 66% dos projetos de integração com Web services ocorrem internamente nas empresas.


“Os padrões nos quais os Web services são baseados ainda precisam evoluir para resolver problemas de padronização de segurança, confiabilidade de transações e fluxo de trabalho”, disse Santos. “Até que isso seja resolvido, a tecnologia se disseminará mais lentamente do que poderia.”


Quando isso acontecerá? “Padrão é uma coisa tão boa que cada um quer ter o seu”, ironiza Edilson Spessotto, sócio da empresa Virgos, para ilustrar o conflito de interesses entre as grandes companhias de tecnologia, como IBM, Sun e Microsoft, em torno dos Web services.


Spessotto também destaca os diferentes níveis de maturidade no uso de tecnologia entre empresas de uma mesma cadeia de valor. Um grande varejista, por exemplo, pode ter dificuldades de integração com um pequeno fornecedor que usa tecnologias ultrapassadas ou mal está informatizado. “O nível tecnológico de uma cadeia de produção nem sempre é o mesmo, o que atrapalha a disseminação de Web services.”


Apesar das dificuldades, o próprio Gartner concluiu que a adoção e a ampla disseminação das tecnologias de Web services não é mais uma questão de “se”, mas de “quando”.


O que os Web services podem fazer…



  • Facilitar a integração entre parceiros

  • Facilitar a integração de aplicações

  • Aumentar o leque de possibilidades de negócios

  • Dar vantagem competitiva às empresas

  • Melhorar a eficiência em ambientes confiáveis

… e o que não podem fazer:



  • Ligar negócio indiscriminadamente

  • Sanar todos os problemas de integração

  • Eliminar a necessidade de tomada de decisões

  • Dar vantagem competitiva de longo prazo aos fornecedores de software

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