Com 4.500 usuarios em todo o mundo – 500 na América Latina e 70 no Brasil – a plataforma terá direito a uma linha exclusiva de produtos na composição do portfólio da nova companhia, resultante da fusão da fornecedora com a PeopleSoft. Executivos da J.D admitem questionamentos por parte dos usuários.
Fábio Barros
Caso a união da J.D. Edwards e da PeopleSoft se concretize, a base instalada em plataforma AS/400 terá direito a uma linha exclusiva de produtos. Os executivos da J.D. anunciaram nesta terça-feira, 10, em Denver (EUA), que a nova empresa deverá manter suas linhas de produtos: Enterprise, One World e AS/400.
“É uma base importante para nós, assim como uma plataforma fundamental para a IBM e para a PeopleSoft”, disse Emílio Marino, vice-presidente de operações para a América Latina. O executivo lembrou que, mundialmente, a J.D. tem 4.500 clientes na plataforma, 500 deles na América Latina e 70 no Brasil.
Deixando de lado a base instalada, o executivo reconheceu que potenciais clientes apresentam dúvidas em relação ao futuro. Isso poderá alongar o cliclo de vendas de alguns contratos. “São questões que não podemos responder no momento e que podem gerar atrasos, embora não tenhamos ainda nenhum exemplo concreto disso”. Marino lembra, no entanto, não haver questionamentos em relação aos produtos.
Ao contrário, Raphael Galiano, diretor geral da J.D. no Brasil, afirmou que a assinatura de um contrato – com a editora Siciliano – foi antecipada em razão do acordo. “A única exigência que fizeram foi de que nós estaríamos presentes em todo o processo de implementação”, diz.
De qualquer forma, apesar das previsões de queda nas vendas feitas pelo Gartner, Galiano afirma que a J.D. está protegida. “Se algo acontecer para nós, será positivo, pois será a fusão. Caso contrário, continuaremos nosso caminho no mercado. O produto, de todo modo, continuará o mesmo”, afirma.
Fábio Barros viajou a Denver, nos EUA, aconvite da J.D. Edwards do Brasil