Banco do Brasil decidiu manter o controle societário da empresa. Contratação de 700 funcionários está sendo programada pela direção do BB e a estratégia será transforma-la nos próximos anos numa das principais fornecedoras de equipamentos para o Governo Eletrônico.
Luiz Queiroz, de Brasília
A Cobra Computadores vai passar por um amplo processo de revitalização que permitirá, inclusive, a empresa retomar a condição de fornecedora de computadores para o Banco do Brasil e outros órgãos do governo federal.
O anúncio foi feito pelo vice-presidente de Tecnologia da Informação do Banco do Brasil, José Luiz de Cerqueira César, nesta quinta-feira,5, ao falar para a Imprensa sobre o orçamento de investimentos de R$ 1,2 bilhão em Tecnologia da Informação para este ano.
Cerqueira César explicou que no ano passado a direção do BB – controlador majoritário da Cobra – decidiu manter a empresa e não mais vendê-la, como foi cogitado no mercado. Na nova administração nós reafirmamos este compromisso e fizemos mais: nós abrimos um processo de revitalização tecnológica e de pessoal, afirmou o executivo.
Na área de pessoal, o Banco do Brasil pretende realizar concurso público para a contratação de 700 funcionários para o quadro efetivo, dotando a empresa de pessoal especializado.
Mas o grande papel reservado para a Cobra nos próximos anos será o de fabricante de PCs e fornecedor destes equipamentos para o Banco do Brasil e demais órgãos federais. Segundo Cerqueira César, a direção do BB já esteve mantendo contatos com a Intel e outros fornecedores de microprocessadores, para discutir a possibilidade de criação de um PC nacional a preço competitivo.
O vice-presidente de TI do BB, entretanto, adianta que essa idéia não tem nada a ver com folclórica história do PC Popular, criada na gestão Fernando Henrique Cardoso. Nós não queremos nenhum cacareco. Queremos equipamentos de alta qualidade e baixo preço. Este é o desafio que colocamos para a Intel e outros fornecedores com quem discutimos, disse.
A questão da fabricação a preço competitivo com os equipamentos oferecidos pelo mercado, segundo o executivo, poderia vir justamente da demanda gerada pelo Banco do Brasil e os outros órgãos federais pela atualização de hardware.
Cerqueira César lembrou que o BB estará adquirindo ainda este ano no mercado, via leilão eletrônico, cerca de 50 mil novos terminais, para substituição dos atuais Pentium 133 que ainda equipam boa parte da instituição.
Como não há fabricante que tenha capacidade instalada para assumir compromisso desse porte, num curto período de tempo, o executivo acredita que um pequeno lote poderia estar sendo produzido pela Cobra, tão logo a empresa se reestruture.