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Bancos ajustam suas operações ao SPB

No Citibank, por exemplo, uma das ações mais importantes é a migração dos usuários do office banking para a Internet. As corporações que participam estão recebendo treinamento da instituição, que caracteriza o meio como melhor forma de interagir com as novas regras. Banco Central mantém o início das operações para esta segunda-feira, 22.

Publicado: 10/03/2026 às 23:06
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Bancos ajustam suas operações ao SPB
Construção civil — Foto: Reprodução

Os bancos entrevistados pelo COMPUTERWORLD estão preparados tecnologicamente, com testes em andamento e na expectativa de que o Sistema de Pagamentos Brasileiro comece a operar efetivamente. O início das operações está marcado para essa segunda-feira, 22.

Ao mesmo tempo o clima é de tranqüilidade, pela transparência com que o Banco Central está lidando com o novo sistema e com as instituições participantes. “Os testes realizados com o Bacen foram satisfatórios, daria para começarmos a operar hoje”, frisa Aecto Pinto, diretor de negócios e canais do Citibank.

Uma das ações mais importantes que a instituição realiza atualmente é a migração dos usuários do office banking para a Internet. As corporações que participam desse processo estão recebendo treinamento do Citibank, que caracteriza o meio como melhor forma de interagir com o SPB.

“É importante que as empresas saibam com o que estão lidando porque terão que aprender a gerir o caixa pelo saldo disponível. A aproximação com o banco, nesse momento, é essencial, mesmo porque cada instituição tem uma peculiaridade que deve ser conhecida pelos correntistas”, explica o executivo do Citibank.

Já Osias Brito, diretor executivo do Santander/Banespa, está satisfeito com os testes realizados. “Encontramos pequenas falhas em alguns processos, mas já era esperado e os testes serviram exatamente para isso”, afirma, lembrando que a instituição está pronta para operar o SPB com outros bancos, clearings de pagamento, Bacen e correntistas.

O Santander/Banespa não adquiriu nem contratou empresas externas para se adequar ao SPB. Toda a infra-estrutura de tecnologia foi desenvolvida internamente. “Assim conseguimos rastrear mensagens erradas, treinar nossos funcionários, alterar processos e customizar aplicações sem depender de terceiros”, conclui Brito.

ajustes finos

No entanto, ainda há muitas empresas que não sabem o que o SPB significa, tampouco que modificações terão que ser feitas para adequar as operações financeiras ao novo modelo, como mostrou uma pesquisa da Fiesp/Ciesp, realizada em fevereiro com 1.024 corporações.

Entre as que responderam ao questionário – 9% micro, 60% pequenas, 23% médias e 8% grandes –, 57% do total não sabem como funcionará o sistema. Entre as mais desinformadas estão as micro (70%) e as pequenas (67%). Por setor, a desinformação teve destaque principalmente nos segmentos de mecânica (69%), plástico (54%) e metalurgia (49%).

Os dados obtidos na pesquisa mostram que 59% das grandes empresas estão integrando eletronicamente seus negócios com os bancos. Apenas 1% menos, do segmento médio, está com o mesmo processo em dia. Já as pequenas totalizam 45% de integração com as instituições financeiras e apenas 34% delas estão tomando essa iniciativa.

O trabalho sem a contratação de consultorias especializadas é evidente entre as empresas locais. Apenas 3% das grandes corporações e 1% das médias adotaram ajuda externa, enquanto as micro e pequenas optaram por não terceirizar o trabalho de integração.

BC garante que SPB sai no prazo

O SPB não mais admitirá atrasos na implantação — como boa parte do mercado cogitou — mas trabalhará com regras de transição em alguns casos. Esta foi uma decisão tomada pela cúpula do Governo Eletrônico, realizada no dia 27 de março. Outra resolução importante foi o anúncio, no dia 28 de março, de que o novo sistema vai processar trasnferências eletrônicas acima de R$ 5 milhões, e não os R$ 5 mil previstos inicialmente. Apesar disso, empresas fornecedoras de software de gestão e segurança fazem alertas de que o sistema não está 100% seguro e pedem mais prazo para testes de conformidade.

Para o governo, a maneira mais correta de avaliar a eficácia do SPB é torná-lo logo operacional e, a partir daí, corrigir eventuais falhas. Para o Banco Central, um novo adiamento poderá mexer com a classificação de risco do Brasil perante o mercado financeiro internacional.

Ao participar de teleconferência na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, o diretor de política monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, disse que o País deve melhorar sua posição no ranking mundial de classificação de risco com a implantação do SPB.

O maior problema para o BC – solucionado com a elevação dos limites de transação – era o fato de o SPB promover um descasamento entre os créditos a receber pelas empresas e os pagamentos que farão em tempo real. Isso exigiria que o empresário, sobretudo o pequeno, tivesse que buscar capital de giro para suprir necessidades de caixa enquanto a compensação bancária normal fosse feita e os créditos não aparecessem efetivamente em sua conta.

Para o presidente do BC, Armínio Fraga, mesmo com o novo limite essas empresas terão de fazer adaptações que são administráveis em relação ao benefício que receberão.

Se o SPB entrar em operação na data prevista, a certificação digital das transações online será feita de forma transitória. Dificilmente as três empresas certificadoras (Serasa, CertiSign e Unicerti) receberão até o dia 5 de abril o certificado de conformidade para operar como autoridades integrantes da ICP-Brasil (Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira).

Todas solicitaram a adesão à infra-estrutura de certificação governamental, mas o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Autoridade Certificadora Raiz, ainda não iniciou os trabalhos de auditoria dos processos tecnológicos e de segurança de certificação utilizados por elas.

O custo da adesão será de R$ 500 mil, valor alto se comparado com os preços praticados por estas empresas, mas o governo entende que, depois, as certificadoras poderão recuperar o investimento.

com reportagem de Luiz Queiroz

|Computerworld – Edição 361 – 10/04/2002|

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