O grupo brasileiro comemora balanço positivo em 2001, apesar da queda no lucro líquido da CTBC Telecom e do prejuízo da ATL.
O grupo mineiro Algar, que controla as operadoras CTBC Telecom de telefonia fixa, CTBC Telecom Celular e a ATL, que explora a banda B nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, divulgou hoje, 27, o balanço financeiro do ano de 2001, que inclui todas empresas das áreas de telecomunicações, agronegócios, entretenimento e serviços.
Apesar dos resultados enfatizarem o lucro em todas as suas áreas de atuação, as operadoras que compõem a divisão de telecomunicações, que responde por 70% dos negócios do grupo e inclui também a ACS Call Center, Engeredes, Engeset e Image Telecom, não tiveram desempenho nada animador.
A despeito de todas as operadoras terem apresentado aumento de suas receitas líquidas, o que na divisão telecomunicações como um todo representou crescimento de cerca de 26% em 2001, com um EBITDA (lucro antes de impostos, depreciação e amortizações) de R$ 245,5 milhões, o lucro de todas elas despencou no exercício fiscal de 2001.
Na CTBC Telecom, que opera telefonia fixa e representa cerca 43% dos negócios do grupo, por exemplo, a receita líquida saltou de R$ 384,4 milhões em 2000 para R$ 479,8 milhões em 2001. O lucro líquido, no entanto, despencou de R$ 57 milhões para R$ 10,3 milhões.
O mesmo aconteceu com a CTBC Telecom Celular. A receita líquida da operadora passou R$ 130,4 milhões em 2000 para R$ 149,9 milhões no ano passado. A diferença é que o lucro líquido cresceu um pouco, passando de R$ 8,7 milhões em 2000 para R$ 9,2 milhões no ano passado.
O consolidado do grupo Algar, no entanto, não contabiliza os resultados da ATL, que foram ainda piores. Nos nove primeiros meses de 2001 a operadora amargava um prejuízo de US$ 390,8 milhões, correspondente a quase 70% das suas receitas líquidas, que foram de R$ 558,3 milhões entre janeiro a setembro do ano passado.
O prejuízo é decorrente do elevado volume de despesas financeiras, que foram da ordem de R$ 423,3 milhões.
No geral, o grupo superou a marca de R$ 1,1 bilhão de receitas líquidas em 2001 e registrou um crescimento do EBITDA de 23% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 293 milhões.
A Algar também conseguiu readequar sua dívida total através da conclusão da venda de sua participação na operadora celular Tess, o que permitiu reduzir a dívida da divisão telecomunicações em mais de US$ 200 milhões.
No ano passado, o grupo traçou também um plano de integração comercial das operações de telecomunicações de toda divisão, o que permitirá uma nova oferta de serviços aos clientes, refletindo positivamente na competitividade das empresas.
A operação deverá ser concluída até o final do primeiro semestre deste ano. Todo o grupo enfrentou muito bem este período turbulento de nossa economia e em nenhum momento deixou de crescer ou investir em inovação, avalia o vice-presidente financeiro da Algar, Marcos Bicalho.
Em relação a área de agronegócios, a ABC Inco principal empresa da divisão expandiu suas operações no mercado de derivados de soja. Em 2001, a Inco obteve o melhor resultado de sua história e apresentou uma receita líquida de R$ 285 milhões e um EBITDA de R$ 24,5 milhões.
Os números da divisão de entretenimento, através da Pousada do Rio Quente Resorts, também foram positivos e apresentaram crescimento em relação à 2000. Ao final de 2001, o empreendimento contabilizou um faturamento líquido de R$ 74,9 milhões, 24,4% maior que o ano anterior.
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