Para a AT&T Latin America, este também é o ano da abertura dos serviços IP (Internet Protocol). Primeiro, vislumbramos uma migração cada vez mais acentuada para as tecnologias baseadas em IP, observa Carlos da Costa André, presidente da subsidiária no Brasil.
Para a AT&T Latin America, este também é o ano da abertura dos serviços IP (Internet Protocol). Primeiro, vislumbramos uma migração cada vez mais acentuada para as tecnologias baseadas em IP, observa Carlos da Costa André, presidente da subsidiária no Brasil.
A empresa, que apresentou um faturamento de US$ 150,9 milhões em 2001, e espera chegar ao equilíbrio financeiro em 2003, apresenta na Telexpo 2002 uma nova gama de serviços baseados na grande rede onde o Brasil representa 46% da receita da região, ou seja, cerca de US$ 40 milhões.
Segundo André, a ampliação destes serviços corporativos é um dos pilares para o crescimento da empresa em 2002, quando o faturamento anual está estimado entre US$ 200 milhões e R$ 220 milhões. Em segundo lugar, pretendemos aumentar nossa presença regional, ampliando a liderança na área de finanças, ressalta o presidente da AT&T Brasil, que, como provedora de infra-estrutura de telecomunicações do novo SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro), avança no frutífero campo dos bancos.
O passo de destaque da AT&T, no entanto, foi o anúncio de sua atuação no mercado de telefonia fixa, proposta à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) no final de fevereiro. Estamos estruturando várias alternativas para entrar neste segmento. Por certo, um dos principais focos é o mercado corporativo na área de voz local e nas sete cidades em que a empresa já tem operações, avalia Carlos André, referindo-se a São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.
Entre as concorrentes, cautela é a palavra de ordem. Operadoras locais como Brasil Telecom, CTBC e Telefônica, que participam da Telexpo 2002, preferem não adiantar seus passos estratégicos.
Ausência
Em sua atual edição, o evento não conta com a presença da Telemar, que preferiu não se pronunciar a respeito. Já na visão de Paulo Gonçalves, vice-presidente da Oi operação de telefonia móvel da carrier a ausência da empresa na Telexpo é uma forma de poupar investimentos estratégicos, como as verbas destinadas à telefonia móvel, que entra em operação depois do evento, no mês de abril.
A antecipação de metas de 2003, por enquanto, é a surpresa da Telefônica. Pela declaração da antecipação, oficializada no início de março, a concessionária do Serviço Telefônico Fixo Comutado poderá prestar outros serviços de telefonia fora da área III (São Paulo), onde atua hoje.
A Brasil Telecom adiantou, durante a apresentação de seus resultados no quarto trimestre de 2001, que a antecipação de metas não faz parte de seus objetivos em 2002. De acordo com Carla Cico, presidente da operadora de telefonia fixa que atua na região II (Centro/Sul), um dos avanços estratégicos da companhia está no modelo pré-pago de telefonia fixa. Esperamos ter 160 mil usuários em pré-pagos, até o final do ano, adiantou a executiva da BrT.
Outras intenções da operadora, especialmente junto ao mercado corporativo, foram ressaltadas pelo aumento dos investimentos em marketing institucional e de produtos de R$ 120 milhões, em 2001, para R$ 200 milhões este ano, bem como na área de Tecnologia da Informação, que passa a contar com R$ 1,7 bilhão previsto pela operadora para 2002.