Você não precisa mais de um CD para se conectar a AOL e pode navegar com qualquer browser, não mais com o navegador proprietário da empresa. Essas são algumas das transformações do provedor de internet.
Desde novembro de 1999, quando a America Online (AOL), maior provedor de internet do planeta, chegou ao Brasil, sua estratégia não passava por uma transformação tão grande quanta a que foi anunciada hoje (17/09), em São Paulo. Alguns pontos, considerados tabus dentro da empresa, foram derrubados. Entre eles, a AOL Brasil está abrindo mão de seu browser proprietário e da estratégia de distribuição do CDs, amplamente utilizada para conquistar novos consumidores. O provedor de internet não os está riscando de sua oferta, mas pelo menos está dando a opção para que os usuários possam navegar com navegadores padrão de mercado, como o concorrente Internet Explorer, da Microsoft. “É uma expansão da oferta”, qualificou Milton Camargo, presidente da operação brasileira, o quarto executivo a comandar a subsidiária local desde 1999. É também mais uma tentativa da AOL, que ainda não conseguiu com que o sucesso internacional trouxesse dividendos para o Brasil e a região latino-americana. O número de assinantes na região (Brasil, Argentina, México e Porto Rico), que já chegou a superar um milhão, está em 625 mil, segundo o balanço de junho, apresentado para a Nasdaq, onde a AOL Latin America abriu o capital. Os dados por países não são divulgados. A nova estratégia da AOL para o Brasil, de acordo com Camargo, foi decidida depois de mais de 30 pesquisas que mostraram que o consumidor busca na internet, entre outras coisas, comodidade. No caso do provedor, o recado foi traduzido da seguinte forma: o internauta quer páginas em HTML, gosta de usar o seu browser e escolher seu próprio gerenciador de e-mail. Além disso, pode se conectar a AOL por meio de um CD ou de forma direta com um discador padrão do mercado. Parece óbvio, mas foi exatamente o inverso do que a empresa fez quando chegou ao Brasil, seguindo a risca à estratégia que deu sucesso nos Estados Unidos e que os executivos chamavam de “internet fechada”. O discurso agora é diferente: quer produtos e serviços mais adequados à realidade do mercado brasileiro e das características do internauta local. E uma das novidades da AOL é que ela está segmentando a oferta de acesso por perfis de usuários, baseadas nas 30 pesquisas citadas acima. Cada uma delas leva o internauta para uma página principal cujo objetivo é atender as características de quem acessa. O AOL Lite, por exemplo, é a oferta básica da empresa e a de menor custo (R$ 14,90). O AOL Jovem privilegiou o conteúdo de entretenimento. O AOL Executivo eliminou banners e pop-ups da página principal e traz informações de índices financeiros. O AOL Total é para toda família, com todos os canais citados. E o AOL Maxx é a oferta de banda larga do provedor. Cada um desses canais tem um leque de serviços associados, a maioria deles fechado para os assinantes, bem como preços diferenciados. Até meados de outubro, o conteúdo estará aberto, uma espécie de degustação, antes de voltar a ser restrito aos pagantes. A companhia vai investir R$ 12 milhões em uma campanha de marketing, mas não faz previsão sobre os resultados esperados em conquistar novos consumidores.
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