O ano de 2001 não foi dos melhores para a carrier nacional. A Embratel registrou um prejuízo líquido de R$ 554 milhões, mesmo com a receita líquida – que chegou a R$ 7,5 bilhões – apresentando um crescimento de 11,1%.
O ano de 2001 não foi dos melhores para a carrier nacional. A Embratel registrou um prejuízo líquido de R$ 554 milhões, mesmo com a receita líquida – que chegou a R$ 7,5 bilhões – apresentando um crescimento de 11,1%.
Uma das principais baixas apresentadas foi no serviço de longa distância internacional. A operadora registrou uma queda de 11,8% na receita do DDI, com um faturamento de R$ 852 milhões. Embora mantendo um discurso de líder absoluto no market share do serviço – sem revelar números – o presidente da Embratel, Jorge Rodriguez, não poupou críticas à sua concorrente, Intelig.
Segundo ele, a guerra de preços deflagrada pela operadora é uma “atitude desesperada de uma empresa que não tem nada a perder”. A perda da receita no DDI, assegura o executivo, está relacionada aos preços muito abaixo do mercado praticados no segundo semestre do ano passado, quando uma ligação para os Estados Unidos chegou a custar R$ 0,07.
“O foco da Embratel para 2002 é gerar receita com lucro. Não vamos nos atirar em disputas sem retorno”, destacou Rodriguez, ao priorizar os investimentos para esse ano. No total, a Embratel irá aportar R$ 1,1 bilhão, contra R$ 3 bilhões investidos em 2000/2001.
Um dos principais investimentos para 2002 será o término da implementação de um sistema de gerenciamento de chamadas. A solução custará R$ 60 milhões só em licenças de software. Já em ativação, a solução permitiu a eliminação de chamadas fraudulentas ou de não-pagantes de quase 2 milhões de linhas.
Sofisticação
Mas há motivos para a Embratel comemorar. Embora a concorrência tenha se acirrado na área de dados, a operadora conseguiu excelentes resultados. O faturamento ficou em R$ 1,8 bilhão, o que significa um crescimento de 13% em relação a 2000. A receita ligada à Internet registrou um incremento de 21,7%. Na área de serviços corporativos, o número de portas Frame Relay faturadas cresceu mais de 100%.
A operadora comemora, por exemplo, a concorrência vencida no Grupo Credicard, que abrange Redecard, Credicard e Orbitall, para a terceirização da infra-estrutura de telecomunicações por um período de 24 meses. Segundo o vice-presidente de vendas e marketing da Embratel, Eduardo Levy, a operadora não perdeu nenhum cliente 0800 ao longo de 2001. “Com os resultados apresentados mantivemos pouco mais de 50% do market share da área, resultado constante nos últimos três anos”, afirmou o executivo.
Os planos da Embratel para a abertura de mercado estão muito claros. A operadora já possui, de acordo com o próprio Levy, cerca de 25 mil clientes interconectados às suas centrais. “Hoje, voz local é direcionada para as teles, mas com a autorização da Anatel, já estaremos prontos para ofertar o produto, junto com dados e voz nacional e internacional”.
Para enfrentar outro grave problema – a inadimplência – a operadora reformulou seus projetos e decidiu fechar parcerias com as teles locais para emissão de contas únicas. Telemar e CTBC Telecom foram as primeiras a assinar. A expectativa é que ainda no final deste primeiro trimestre já seja possível iniciar a emissão conjunta. A operadora permanece negociando com Telefônica e Brasil Telecom.Embratel investe em dados
|Computerworld – Edição 358 – 20/02/2001|