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Syntax reclama do mercado cinza

Fabricante brasileira de microcomputadores para o varejo afirma que a liberação da nova Lei de TI é uma grande vitória para os produtores locais de PCs mas critica a falta de ação do governo para evitar o contrabando de componentes.

Publicado: 10/03/2026 às 10:10
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Syntax reclama do mercado cinza
Construção civil — Foto: Reprodução

Para a Syntax Computadores, fabricante brasileira de microcomputadores para o varejo, a liberação da nova Lei de TI é uma grande vitória para os produtores locais de PCs.

No entanto, apesar dos incentivos de isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e dos benefícios para a pesquisa e o desenvolvimento, no País, o setor sofre com a pesada concorrência do mercado cinza.

“É preciso iniciar um combate ao mercado cinza, efetivamente, com um trabalho de bloqueio ao contrabando”, alerta Claudio Dias, sócio da Syntax. Como exemplos bem sucedidos deste combate, o executivo cita o mercado de impressoras e de mobitores. “Hoje, são mercados praticamente legalizados”, avalia Dias.

Atraída pelos incentivos fiscais, como a redução de uma carga de 7% em ICMS, e pela facilidade logística, há dois anos, a Syntax abriu sua fábrica de PCs em Ilhéus, na Bahia. Com uma capacidade média de produção de 1.500 a 2.000 máquinas ao mês, a planta emprega 18 funcionários.

Em 2002, como resultado dos incentivos previstos pela Lei de TI, a Syntax pretende investir R$ 1 milhão em P&D, assinando convênios com universidades brasileiras, além de manter o incentivo ao projeto de desenvolvimento de plataformas de hardware e de software populares pela Universidade Estadual de Ilhéus.

Na prática, a empresa que comercializa PCs a partir de R$ 1.400 — com processador Celeron —, sai perdendo diante dos “integradores informais”. “Mesmo com os incentivos fiscais, meu produto pode sair de 15% a 20% mais caro em relação a estas máquinas. E o consumidor, que não sabe diferenciar um PC contrabandeado de uma máquina que segue critérios técnicos e de qualidade, sai perdendo”, desabafa o executivo.

Seguir a tendência de adesão ao software livre pelo setor público é um dos caminhos da Syntax, segundo Dias. “Recentemente, vendemos 250 máquinas com sistema operacional Windows mas programas Star Office para a prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista”, menciona o sócio da Syntax.

Seguindo a estratégia, a empresa espera ampliar seu faturamento de R$ 8 milhões, este ano, para R$ 20 milhões em 2001.

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