Empresa formada a partir de uma joint venture entre companhias da Grã Bretanha, Estados Unidos e Hungria, a LaserBit chega ao país através de representação de companhias como a Elma Telecomunicações na área da telemar. Foco são as espelhinhos e os provedores de acesso à Internet. Vicom ou Splice serão as representantes em São Paulo.
Empresa formada a partir de uma joint venture entre companhias da Grã Bretanha, Estados Unidos e Hungria, a LaserBit chega ao país através de representação de empresas como a Elma Telecomunicações na área da Telemar. Foco são as espelhinhos,os provedores de acesso à Internet e redes corporativas. Vicom ou Splice serão as representantes em São Paulo.
De acordo com Antonio Carlos da Fonseca, superintendente industrial da Elma Telecomunicações, a empresa será a responsável pelas negociações da LaserBit na área da Telemar. "Estamos buscando as espelhinhos que precisam de infra-estrutura de fácil instalação para operar. Também estamos negociando com provedores de acesso, especialmente, os voltados para condomínios e redes corporativas. Vamos vender equipamentos, não serviços", destaca o executivo.
A transmissão de comunicação em alta velocidade via laser é recente e ainda ganha presença no mercado europeu e nos Estados Unidos, revela Zsolt Tereckzki, diretor de tecnologia e planejamento da LaserBit, que esteve no Brasil para o lançamento da companhia.
Como qualquer nova tecnologia, o laser ainda supera obstáculos. Entre eles, a questão da distância, já que a transmissão não pode superar os cinco quilômetros. " Mas, como é uma transmissão ponto a ponto. Ela pode ser retransmitida sem perda de qualidade", assegura Antonio Carlos Fonseca.
A transmissão de dados por laser é realizada pelo envio de um sinal de luz codificado dentro de um domínio de frequência do infravermelho a uma velocidade que pode variar de 2Mbps a 155Mbps. O meio permite a transmissão de sinais em banda larga sem fio para internet, intranet, celulares, telefonia fixa, SMP.
"O laser será, dentro de muito pouco tempo, a melhor alternativa para a última milha nas telecomunicações. Ela irá rivalizar com o cobre", assegura Tereckzki.
Criada em 1999, essa é a primeira iniciativa da LaserBit no mercado latino-americano. A expectativa da empresa, que prefere atuar no mercado através de representantes, é vender 4.000 links em 2002. Para isso, contratos de financiamento estão sendo negociados.
"Sabemos das dificuldades dos provedores, das espelhinhos em obter financiamento. Essa pode ser uma alternativa para ganharmos mercado", revela Fonseca, da Elma Telecomunicações. A empresa planeja investir R$ 2 milhões em marketing, representação, logística, treinamento e em pesquisa. "Estamos negociando um acordo com a Faperj, para que ela interligue seus sites com os nossos equipamentos", complementa.
No ano passado, a LaserBit recebeu um aporte de capital da ordem de US$ 6 milhões de empresas como a Intel Capital e Sandler Holding Capital e Tecnologies.