A fábrica de software será responsável pelo desenvolvimento em ABAP, linguagem do SAP R/3. O Projeto Sinergia, segundo Vicente Cirillo, coordenador de desenvolvimento ABAP da Petrobras, passa por uma revisão de orçamento e custos.
A DBA Engenharia de Sistemas venceu a licitação organizada pela Petrobras para a contratação de uma fábrica de software. Ernst & Young, Stefanini, Origin, Pimentel e Procwork apresentaram propostas. Há cerca de uma semana a fábrica de software entrou com os recursos para o fornecimento de serviços para a BR Distribuidora e a Petrobras Holding, seguindo os parâmetros do Projeto Sinergia, que prevê a implantação do R/3.
O contrato, válido por cerca de dois anos, pode ser renovado de acordo com a necessidade da holding. Segundo Ana Veiga, gerente de contas da DBA para a Petrobras, a empresa participou de projetos dentro da indústria petroquímica em 2000, quando treinou 2.500 usuários do sistema R/3 na BR Distribuidora.
Vicente Cirillo, coordenador de desenvolvimento ABAP (linguagem de desenvolvimento dos aplicativos SAP) da holding, informou que o braço de distribuição da Petrobras entra em sua segunda fase de implementação, restando o módulo de recursos humanos.
Estamos na fase de especificações e no desenvolvimento da rotina de processos de negócios, já que a primeira etapa foi a implantação da parte funcional (parametrização e análise), explica Márcio Borges, diretor de mercado de energia da DBA.
Cirillo informa que o Projeto Sinergia passa por um período de revisão de custos, orçamento e processos. Não temos os valores consolidados porque somente em novembro é que saberemos o que será necessário, diz o executivo da Petrobras.
O coordenador de desenvolvimento ABAP da Petrobras prevê que toda a implementação na holding e na BR seja concluída no final de 2004, quando nos últimos seis meses serão dedicados para a estabilização do sistema.
Ana Veiga avalia que no pico do desenvolvimento e parametrizações em ABAP, sejam dedicados cerca de 30 analistas de sua equipe dentro do prédio do Projeto Sinergia e 60 dedicados na fábrica de software.
O modelo do contrato é por demanda e por isso, num primeiro momento o número de participantes é inferior, cresce de acordo com a necessidade até cair novamente, explica Borges.
O projeto Sinergia envolve o treinamento de 3.500 usuários da BR Distribuidora e 20 mil usuários da Petrobras.