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O parque dos servidores

Com quantos servidores se faz uma grande empresa? Dez, cem, mil, tanto faz! É apenas uma estatística, mas é uma boa mostra do que tem acontecido com a informática.

Publicado: 15/03/2026 às 03:20
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3 minutos
O parque dos servidores
Construção civil — Foto: Reprodução

Fernando Birman


Com quantos servidores se faz uma grande empresa? Dez, cem, mil, tanto faz! É apenas uma estatística, mas é uma boa mostra do que tem acontecido com a informática.


As aplicações florescem de forma distribuída. As caixinhas pretas ou brancas que as guardam se multiplicam nos nossos “data centers”.


Um analista do Gartner comentou que um CIO americano, quando questionado sobre a quantidade de servidores de sua empresa, errou por uma centena.


Das tantas vezes que abordamos o papel do executivo de informática, deve ter ficado claro que não é sua obrigação dominar este indicador. Entretanto, o quadro ilustra como os populosos parques de servidores são triviais.


Eu também já fiquei espantado com o inventário de máquinas, sobretudo na hora da atualização do software, do hardware, ou de ambos.


É uma sensação esquisita quando nos deparamos com uma centena de servidores.


Fui eu quem autorizou comprar todos eles? Ao contrário do CIO americano, que se manteve indiferente à sua falta de conhecimento técnico, pergunto: estariam eles procriando?


Esta situação é similar àquela relatada no “Parque dos Dinossauros” (só no livro).


O matemático Ian Malcolm bate os olhos nas estatísticas e conclui que o que era para ser um grupo de clones tornou-se fruto da livre reprodução. Então ele afirma: “eles estão procriando”.


Além de ter encontrado mais dinossauros do que esperava, a prova final foi a distribuição normal da altura dos espécimes, fenômeno típico de uma população que se reproduz naturalmente.


Reforçando as minhas suspeitas, o nosso parque de servidores tem unidades com infindáveis combinações de tamanho de memória, discos e número de CPUs. A variabilidade das características físicas é grande, mas a marca é única. Evidente, pois eles descendem de ancestrais comuns!


A verdade é que, no longo prazo, esta multiplicação compromete o gerenciamento. Por esta razão, diversos fornecedores já oferecem soluções para o problema.


A consolidação de servidores é uma das ações consagradas para se reduzir o custo total de propriedade.


Os “business cases” já estão prontos, basta preenchê-los.


O fato de conhecermos o remédio não dispensa a análise do fenômeno.


Esta proliferação tão comum é um retrato da informática moderna, descentralizada e distribuída.


É bastante cômodo atender às demandas internas acrescentando aplicação atrás de aplicação. Para a satisfação geral, implanta-se um pacotinho, um servidor baratinho e pronto! Depois de um certo volume de sistemas instalados, percebe-se que é necessário aumentar o esforço de administração e incrementar a infra-estrutura.


Nessa hora, algumas empresas sofrem para ver quem paga a conta.


Em linhas gerais, a história da reprodução dos servidores não acaba mal.


Muitos diriam que os raros acidentes compensam os riscos de ter um parque complexo para cuidar. Afinal, este é só um exemplo de pecadilho tecnológico, por mais comum que seja. 


De uma maneira geral, é recomendável ir além da análise marginal e sempre verificar a infra-estrutura como um todo.


Assim poderemos evitar estas e outras surpresas. E por falar em surpresa, será que a reprodução dos servidores é sexuada ou assexuada?



|Computerworld – Edição 386 – 28/05/2003|

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