Segundo a empresa, que chega agora ao Brasil, a plataforma é capaz de convergir as redes IP (Internet Protocol), de TV a cabo, satélite e de dados em uma única mídia flexível e de alta velocidade.
A SkyStream Networks, empresa americana especializada em tecnologias de banda larga para a distribuição de conteúdos em broadcasting, chega ao Brasil com a promessa de oferecer uma solução capaz de convergir as redes IP (Internet Protocol), de TV a cabo, satélite e de dados em uma única mídia flexível e de alta velocidade.
“Cada uma dessas redes tem características específicas e a solução fará a integração de todas elas”, afirma Ciro Noronha, diretor de tecnologia da SkyStream.
O executivo explica que a plataforma – formada por dois roteadores e um software – recebe os dados da Internet e os transforma no formato de transmissão digital Mpeg. Esse conteúdo é então enviado via satélite para redes terrestres e, em seguida, distribuído para canais de provedores diferentes.
Noronha diz que a plataforma pode ser usada para sistemas de TV digital, satélite e cabo digital e, futuramente, para as telecomunicações. “As operadoras poderão oferecer serviços de valor agregado, como vídeo sob demanda, através de seu canal de banda larga baseado em ADSL”.
O executivo esclarece que a tecnologia voltada para as teles, no entanto, só deverá ser introduzida no mercado no início do ano que vem – período que ocorrerá a desregulamentação do setor no Brasil e que permitirá que operadoras de telefonia e de TV por assinatura atuem em outras áreas.
Voltada para provedores de Internet, de TV a cabo e operadoras, a plataforma será oferecida no País via canais de distribuição e através de parcerias com integradores de sistemas, que ficarão responsáveis pela venda dos produtos e pela integração dos sistemas.
De acordo com a diretora da SkyStream para a América Latina, Suzana Loureiro, a estimativa de faturamento para os próximos 12 meses é de US$ 6 milhões a US$ 20 milhões. Tal expectativa está baseada na grande demanda que sua solução vem conquistando na América Latina.
“Estamos presentes na região há quatro meses. E só nesse período, a receita da unidade latino-americana passou a representar 20% do faturamento total da empresa – correspondente aos mesmos quatro meses.” A receita total da empresa, criada há quatro anos, não foi divulgada.
A empresa já negocia a versão beta do produto (para teles) com oito companhias de telefonia fixa. “Os testes acontecerão nos próximos três meses e a venda do produto será iniciada em janeiro de 2002”, afirma Suzana.
O roteador transmissor SMR custa entre US$ 25 mil a US$ 40 mil e o receptor EMR ficará entre US$ 1 mil a US$ 2 mil. O preço do software zBand, por sua vez, varia de US$ 20 mil as US$ 120 mil, dependendo da configuração do cliente.
A solução, de acordo com Noronha, permitirá que as empresas também ofereçam serviços de valor agregado, como voz sobre IP e treinamento a distância. Por enquanto, a transmissão de dados ainda é unidirecional.
Para que a comunicação se torne bidirecional, é necessário que o cliente adquira um roteador de transmissão e outro de recepção em cada ponto da comunicação.
Karina Garcia
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