Procura-se um software de gestão que atenda às necessidades do setor de construção civil. O anúncio é fictício, mas foi este o propósito da MRV Engenharia, com sede em Belo Horizonte (MG), ao abrir mão do SAP R/3 para embarcar em um novo projeto com a mineira RM Sistemas.
Procura-se um software de gestão que atenda às necessidades do setor de construção civil. O anúncio é fictício, mas foi este o propósito da MRV Engenharia, com sede em Belo Horizonte (MG), ao abrir mão do SAP R/3 para embarcar em um novo projeto com a também mineira RM Sistemas.
Presente em 25 cidades brasileiras, a construtora iniciou a implementação do Corpore RM em junho e pretende conclui-la até dezembro. Com a decisão, a MRV deixa para trás seis meses dedicados à implantação e mais dois meses de ajustes para colocar em produção os módulos financeiro, contábil, de produção e vendas do R/3.
Segundo Marcelo Vieira, diretor de planejamento da companhia, o ERP da SAP possui adaptações para segmentos verticais, mas a área de construção civil ainda não foi contemplada.
O executivo destaca que foi pioneiro na operação do R/3 no setor de construção civil, que tradicionalmente investe pouco em TI (Tecnologia da Informação). Adquirimos o produto porque era a melhor opção naquele momento, diz Vieira, ao destacar que, assim que iniciar a operação do novo sistema, o contrato com a SAP será encerrado.
Demanda
Com o Corpore, a MRV pretende ver as suas necessidades atendidas, já que, na opinião do executivo, o produto passou por um processo de amadurecimento, principalmente o módulo de produção, que suporta a demanda do canteiro de obras.
A construtura investiu R$ 500 mil em 70 licenças do software, implementação e treinamento. Vieira evita comentar o valor gasto no projeto R/3. Porém, ao jornal Gazeta Mercantil, outro executivo da construtora, Lucas Cabeleiro, diretor responsável pela região de Americana, Piracicaba, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos e Jundiaí, declarou, em março de 2001, que a construtura havia investido R$ 2,5 milhões na implantação e gerência dos serviços na matriz, em BH.
Agora, não serão necessários ajustes no parque instalado de hardware e infra-estrutura de rede. Possuímos uma rede de comunicação integrada nos locais onde estamos instalados (regiões Sul e Sudeste), afirma Vieira. Outro fator ponderado na avaliação do Corpore foi a interface Web, que possibilita o crescimento do e-business na empresa, viabilizando iniciativas que já são realidade como a comercialização de imóveis no site da corporação.
Após lançar um serviço de corretagem online em dezembro, responsável por 81 vendas de imóveis, a MRV acaba de se lançar no processo de cotação virtual. A meta é reduzir 10% dos custos operacionais de compras da companhia, que movimenta cerca de R$ 42 milhões/ano.
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|Computerworld – Edição 369 – 07/08/2002|